No lugar dos Anjos existe uma Cruz de pedra sobre o morro que segundo reza a lenda assinala o local onde se pretendia construir a Ermida dos Anjos.Segundo a lenda a população queria construir a Ermida no local onde a mesma se encontra hoje, mas os responsáveis pela obra não entendiam assim e começaram a juntar a pedra no cimo do morro, mas começou a verificar-se que a pedra depositada durante o dia junto ao sitio da construção, aparecia misteriosamente na manhã seguinte em baixo, onde a população queria construir a Ermida.
Sem uma explicação lógica os responsáveis pela obra acusaram a população de transportar a pedra de noite para o local onde queria a Ermida e continuaram o trabalho para ser construída em cima da rocha.
Com o passar dos dias, o fenómeno repetia-se e as acusações também, mas sem se provar que a população tivesse alguma intervenção no misterioso transporte da pedra.
Um pescador, que vinha de noite por aquele local, surpreendeu-se com um barulho estranho e deparou-se com as pedras a moverem-se sozinhas colina abaixo, assustado foi avisar o mestre da obra, mas este e os trabalhadores zombaram dele sem acreditar, propondo voltar juntos ao local durante a noite, assim fazendo na noite seguinte, quando assistiram às pedras a rolar encosta abaixo atrás da imagem de Nossa Senhora.
Com este episódio ficou assente que a construção seria no local escolhido pela população, mas foi assinalado com uma grande cruz de pedra o lugar projetado, para recordar o milagre.
A Ermida de Nossa Senhora da Ajuda localiza-se muito perto de Santa Cruz da Graciosa no monte da Senhora da Ajuda.
Neste local o primitivo templo datava ao século XVI, a atual Ermida foi restaurada em 2012.
A histórica Ermida de Nossa Senhora dos Anjos situa-se na freguesia de Anjos, concelho de Vila do Porto, na fantástica Ilha de Santa Maria, Arquipélago dos Açores, pensando-se que esta será mesmo a mais antiga Ermida de todo o Arquipélago.
Originalmente construída em madeira, nos primeiros tempos de colonização do território, em 1439, foi reconstruida em alvenaria passados cerca de 30 anos, tendo desde então sofrido diversos trabalhos de restauro e reconstrução, nomeadamente nos séculos XVII e XIX. A Ermida apresenta-se hoje num estilo sóbrio, de planta retangular, em alvenaria de pedra rebocada e caiada, estando desde 2001 classificada como Imóvel de Interesse Público. O seu interior encontra-se enriquecido por um frontal de azulejos polícromos, típico do século XVII, e também por um tríptico pintado sobre madeira de cedro, datado do século XVI, entre outros interessantes elementos.
Diz-se que foi aqui que se celebrou a histórica missa de Acção de Graças, ordenada por Cristóvão Colombo em 1493, no seu regresso da primeira viagem ao continente Americano. A Ermida tem também associada algumas histórias e lendas associadas aos ataques piratas desta costa, dizendo-se que manteve o seu estilo sóbrio e simples para evitar ataques e pilhagens.
Situada na freguesia de São Pedro, no Alto das Feteiras, concelho de Vila do Porto, na fantástica Ilha de Santa Maria, Arquipélago dos Açores, a Ermida de Nossa Senhora de Fátima foi a primeira ermida a ser construída em homenagem às aparições de Fátima fora da diocese de Leiria.
A Ermida de Nossa Senhora de Fátima foi inaugurada em 1925, procedendo-se quatro anos depois à construção da grande escadaria que muito caracteriza o monumento, dedicado ao Santo Rosário, com 150 degraus, o exacto número das contas de um rosário, e dez patamares, que representam cada um dos Mistérios do Terço, quando se invoca um “Pai Nosso”.
Do Alto das Feteiras, no adro desta bonita Ermida, tem-se um fantástico panorama sobre a encantadora Ilha de Santa Maria.
Situado na Baía de Porto Pim, na freguesia de Angústias, o Forte e a muralha eram parte integrante da linha defensiva da cidade da Horta
Também conhecido por Reduto da Patrulha, ou Bombardeira, não se tem certeza da sua época de construção, datando as muralhas ainda hoje visíveis do século XVII.
O Forte funcionaria como sistema defensivo em conjunto com o Forte de São Sebastião da Horta, apresentando uma planta em “L”, de um só piso e cobertura em terraço.
Desconhece-se a história completa desta estrutura, sabendo-se, não obstante, que em finais do século XIX serviu como armazém e depósito de materiais de apoio a navios.
Situado na mais antiga das vilas do Arquipélago dos Açores, Vila do Porto, capital da Ilha de Santa Maria, o Forte de São Brás terá sido construído entre finais do século XVI e inícios do século XVII, como protecção da costa.
A Costa Atlântica sofreu, durante séculos, graves ataques e pilhagens de piratas e corsários, pelo que se tornava necessária a sua protecção.
O conjunto arquitectónico sofreu algumas obras de restauro na década de 60 do século XX, e está hoje aberto ao público, que se delicia com os panoramas que daqui se observam. O Forte de São Brás é constituído por um pequeno baluarte, pelo edifício da Casa do Comando e Quartel de Tropa, pela bonita Capela de Nossa Senhora da Conceição e por um obelisco de autoria de Raul Lino. Conserva ainda no seu interior peças de artilharia.
O Forte ou Castelo de São Brás é o mais importante exemplar de arquitetura militar quinhentista da Ilha, albergando hoje em dia o interessante Museu Militar dos Açores.
Já no século XVI se concluía que as Ilhas de São Miguel, da Terceira, do Faial e a do Pico eram as mais vulneráveis estrategicamente para os ataques e pilhagens de Piratas e Corsários da Costa Atlântica, tanto mais quando se dava a evolução económica e urbana destas.
A construção iniciou-se em 1551, sob plano de Manuel Machado, reformulado em 1553 por Isidoro de Almeida. O projecto viria a ser alterado posteriormente, nomeadamente em 1560 e 1567, e no período de ocupação Espanhola, tendo entrado em decadência a partir do século XVII. O século XIX foi o período de franca expansão económica e urbana da cidade de Ponta Delgada, pelo que em 1812 se iniciam as obras de restauro da imagem máxima defensiva da cidade, e aumento da sua artilharia.
Já a partir da década de 40 do século XX, o Forte passou a albergar, até aos nossos dias, a sede do Comando Militar dos Açores, e desde 1999, como acima referido, recebe o importante Museu Militar dos Açores, onde são retratadas décadas da História militar do Arquipélago.
Também apelidado de Forte da Cruz dos Mortos, este conjunto arquitectónico defensivo de São Sebastião localiza-se na freguesia de Angústias, sendo parte integrante da linha defensiva da cidade da Horta
Juntamente com o Forte de porto Pim, a estrutura defendia a entrada na bonita Baía de Porto Pim, permitindo o fogo cruzado. Pensa-se que a construção terá sido construída no século XVII, apresentando uma planta irregular, aproximadamente pentagonal. O Forte compreendia a Casa de Comando e Quartel de Tropa, o Paiol de Pólvora, cozinha e refeitório.
Hoje em dia restaurado, o Forte possibilita bonitas vistas sobre a paisagem circundante, e a paz de espírito do vasto Oceano Atlântico.
O Forte, ou Castelo de São João Baptista, é um dos marcos da histórica cidade, Património da Humanidade, de Angra do Heroísmo.
Este monumento militar de grandes dimensões está situado no Monte Brasil, um antigo vulcão extinto, formando uma península na costa sul da cidade de Angra do Heroísmo, e duas bonitas baías (a de Angra e do Fanal), e seria parte dominante de um conjunto de fortificações que visavam a protecção da já importante localidade de Angra do Heroísmo.
Construídas durante o período de domínio Espanhol do território, a Dinastia Filipina (1580-1640), tinham por objecto a protecção costeira dos agressivos ataques e pilhagens por parte de Piratas e Corsários, e também o aquartelamento das tropas Espanholas. Angra do Heroísmo era também muito importante devido ao seu posicionamento geográfico estratégico, passando por aqui muitas das Rotas primordiais de comércio transcontinental.
A construção da Fortaleza iniciou-se em 1593, em pleno período de domínio Espanhol, denominada então Fortaleza de São Filipe. No contexto da Restauração da Independência Portuguesa, em 1640, aguentaram-se estoicamente as tropas Espanholas nesta Fortaleza durante onze meses, levando aquando da sua partida, diversas peças de artilharia, que lhes foram concedidas. De volta ao domínio Português, a Fortaleza é então dedicada a São João Baptista. A Fortaleza ficou também conhecida por, já no século XX, no período do Estado Novo, ter servido como prisão política.
A Fortaleza de São João Baptista compreende cerca de 4 km de muralhas defensivas, envolvendo o próprio Monte Brasil, albergando no seu interior a Igreja de São João Baptista, a Capela de Santa Catarina e o Palácio dos Governadores, naquela que é considerada a maior fortaleza construída pela Espanha em todo o mundo.
A bonita Igreja da Misericórdia situa-se na bonita Rua do Santo Espírito, em pleno centro histórico da maravilhosa cidade de Angra do Heroísmo, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
A Igreja terá sido construída no início do século XVIII, no local onde, em 1492, tinha sido fundado o primeiro Hospital dos Açores. Num estilo Barroco sóbrio, a Igreja caracteriza-se pela nave central ladeada por duas torres sineiras com zimbório, decorada de branco e azul, destacando-se dos demais edifícios que a circundam.
No interior destacam-se as suas seis capelas laterais com obras escultóricas de grande beleza e valor, bem como pinturas atribuídas ao período Barroco.