Símbolo genético da ilha, a Caldeira espanta pela imensidão e pelo revestimento de flores, plantas e árvores, que brilham sob a luz solar. As paredes desta depressão vulcânica com sete quilómetros de perímetro estão cobertas por faias, louros, cedros-do-mato, musgos e fetos, entre outras espécies endémicas. No fundo, 450 m abaixo do miradouro da Caldeira, uma lagoa intermitente e um pequeno cone vulcânico revestido de vestígios da primitiva floresta de laurissilva, tingem a paisagem com mais um apaixonante jogo de cores.

No extremo ocidental da ilha, o Vulcão dos Capelinhos ergue-se majestoso, como testemunho da última erupção vulcânica que ocorreu nos Açores e que acrescentou nova terra há terra havida. Entrar nesta área é como aterrar numa superfície lunar, onde o cinzento das cinzas e escórias vulcânicas emitidas entre 1957 e 1958 começa a ser invadido pelo verde da vegetação, que teima em colonizar este novo território. Nas abruptas arribas dos Capelinhos e do Costado da Nau estão em evidência as entranhas destes vulcões, com uma sequência de rochas, estratos e perfis contrastantes e num jogo de cores e texturas surpreendente.

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