A ilha do Corvo é a mais pequena e remota do arquipélago, mas também a mais misteriosa. A população fixou-se principalmente no lado sul, em Vila Nova do Corvo, a sua única povoação. O que mais caracteriza a ilha é a população acolhedora, a simpatia das pessoas e o à-vontade que transmitem ao visitante: as portas das suas casas abrem-se sem cerimónias.
O território é centrado por uma cratera vulcânica de trezentos metros de profundidade, onde se veem ilhotas a sobressair das águas, numa configuração natural muito semelhante à do arquipélago completo. Todo o restante perímetro da ilha é escarpado, especialmente o lado poente, rodeando o Monte Gordo com falésias que atingem os setecentos metros de altura.
O Corvo é uma ilha recheada de enigmas do passado. A Lenda do Cavaleiro, por exemplo, inspirada em textos de Damião de Góis, que descrevia ter sido descoberta, antes da chegada dos portugueses, uma estátua maciça de um homem montado num cavalo, com uma legenda de caracteres indecifráveis esculpida. Moedas gregas e cartaginesas também foram alegadamente encontradas na vila. Para os apreciadores de lugares mágicos e naturalmente belos, o Corvo completa indubitavelmente uma viagem inspiradora ao arquipélago dos Açores.
A ilha das Flores fica onde acaba a Europa. É o extremo mais ocidental português e europeu, responsável pela conquista das milhas marítimas territoriais em cobiçadas águas internacionais. Faz parte da lista da Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO. Com uma primeira tentativa de povoamento falhada, em 1470, só em 1510 João da Fonseca foi bem sucedido, trazendo famílias predominantemente do norte português.
Em 1966, os franceses instalaram a Estação de Telemedidas, que apenas funcionou até 1993, mas que conseguiu quebrar algum efeito do isolamento. O clima húmido, sujeito a tempestades frequentes e chuvas fortes, alimenta as paisagens deslumbrantes e bravias: quedas de água, lagos, penhascos e desfiladeiros.
Alguns dos locais de paragem são as Caldeiras Funda e Rasa, a Rocha dos Bordões, a Baixa do Fonseca, a Lagoa Funda, a Baixa do Boqueirão e as Sete Lagoas, entre outros cenários edénicos. A ilha das Flores, além de um lugar de excelência para peregrinos, fotógrafos e amantes da Natureza, encantará principalmente os que procuram um refúgio das multidões.
A tradicional pintura de cal das casas graciosenses contribuiu para a alcunha de Ilha Branca, embora tal também se deva ao clima mais seco do arquipélago. Num território com apenas seis dezenas de quilómetros quadrados, a segunda mais pequena ilha dos Açores, a Graciosa é a que fica mais a norte. Está em vias de ser primeira ilha do planeta energeticamente autossuficiente, livre de produção de CO2, e faz parte da lista de Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO.
Com um aspeto plano e uma altitude máxima de 398m, a paisagem constitui-se por pequenas povoações, campos verdejantes e pelos icónicos moinhos de vento, de coberturas avermelhadas e em forma de cebola. O Pico do Timão oferece uma das vistas mais portentosas de todo o arquipélago: a montanha da ilha do Pico a surgir por detrás da ilha de São Jorge. Possui fenómenos geológicos fascinantes, como a Baleia de Pedra ou a Furna do Enxofre, uma gruta com um lago subterrâneo de água sulfurosa, finalista às 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
À mesa, o destaque vai para a Queijada da Graciosa e para a deliciosa aguardente Terra do Conde. Com uma tradição de agricultura, a Graciosa mantém um ritmo de vida calmo, oferecendo ao turista paisagens calmantes e umas férias sossegadas.
A ilha de São Jorge divide o Grupo Central, com as ilhas Faial e Pico a sul, separadas pelo famoso canal, e a norte as ilhas Graciosa e Terceira. O território caracteriza-se por uma forma estreita, dominado por uma cordilheira central ao longo do seu comprimento, repleto de encostas férteis e de fajãs paradisíacas, que configuram cenários únicos.
Especial destaque para a gastronomia jorgense, como os pratos confecionados com ameijoas, capturadas exclusivamente na lagoa da Fajã de Santo Cristo. Outros exemplos característicos são o pão de milho e o inhame, assim como os doces, desde as rosquilhas de aguardente até aos olvidados, passando pelas espécies, os coscorões, os suspiros, a açucareira branca e a queijada de leite.
A pesca e a indústria dos laticínios estão na base da economia local, com especial destaque para os queijos mundialmente famosos, com Denominação de Origem Protegida, fabricados em Região Demarcada, sob certificação do Governo Regional, e vencedores dos mais conceituados prémios da especialidade. São Jorge é um lugar apaixonante, não só para visitar, mas também para saborear.
A segunda maior ilha açoriana em área é também o ponto mais alto de Portugal, com o seu cume a mais de dois quilómetros de altitude. Também conhecida como Ilha Montanha ou Ilha Cinzenta, o Pico é um destino magnificente pela imponência das suas paisagens e um local enigmático pela negrura dos mantos de rocha vulcânica.
Habitada por um povo afável e acolhedor, a ilha tem grande parte da sua História recheada de episódios ligados à indústria baleeira, outrora atividade principal, com vestígios ainda evidentes em vários espaços museológicos. Hoje, evidenciam-se outros dinamismos ligados ao mar, como a observação de cetáceos, a pesca desportiva ou o mergulho com tubarões.
Além de uma enorme variedade de plantas endémicas, a ilha do Pico tem outros atrativos, como a vitivinicultura. A vinha e os rituais da vindima estão patentes nos famosos currais, considerados pela UNESCO Património Mundial da Humanidade, e nas tradicionais adegas, que proporcionam ao visitante a prova de vinhos, aguardentes e licores afamados. A ilha foi colonizada por volta de 1460, existindo também vestígios arqueológicos interessantes, como os maroiços. O Pico tem uma posição privilegiada no Grupo Central, permitindo avistar as ilhas mais próximas, em cenários verdadeiramente apaixonantes.
A ilha do Faial encerra o testemunho silencioso mais marcante da história da atividade vulcânica dos Açores. No seu extremo ocidental, a paisagem de cinzas do Vulcão dos Capelinhos, que somou dois quilómetros quadrados à ilha, conta um passado inevitável de se conhecer. Acrescentada ao misto de rochas escarpadas, baías arenosas e campos verdes e floridos de hortênsias, a paisagem dos Capelinhos torna-se um emblema açoriano.
Colonizada por portugueses e flamengos, depois da sua descoberta, no século XV, o Faial tornou-se uma referência da indústria baleeira, antes de se tornar icónico para os navegadores de todo o mundo que atravessam o Atlântico. A cidade da Horta, especialmente o seu porto e marina, têm marcas indeléveis da quantidade de velejadores que por lá passaram.
Além da privilegiada vista sobre a ilha do Pico e o famoso canal, a também conhecida por Ilha Azul convida os visitantes a algumas festividades imperdíveis, como a Semana do Mar e as festas de culto ao Espírito Santo. Com uma população simpática e hospitaleira, o Faial proporciona uma experiência rara a todos os apreciadores de mar e Natureza.
Apontada em mapas antigos como “Bracile”, a ilha Terceira deve o seu nome à ordem pela qual foi descoberta. O Monte Brasil configura uma das estruturas naturais mais interessantes do arquipélago e acrescenta à apaixonante cidade de Angra do Heroísmo um cariz particular. A ilha é um dos melhores destinos dos Açores para os apreciadores de arquitetura, graças ao espólio cultural da cidade Património Mundial da UNESCO, e para os interessados em aspetos culturais, oferecendo dos maiores arquivos públicos, bibliotecas e coleções de arte do País.
Depois de colonizada, em 1460, foi a única ilha com um porto de abrigo durante muito tempo, e consequentemente o centro de comércio do arquipélago. Grande parte da História terceirense está repleta de curiosidades ligadas a invasões espanholas e de pirataria, com a Segunda Grande Guerra e com a Base das Lajes, enquanto território militar dos Estados Unidos da América. Hoje, é a segunda ilha mais habitada dos Açores.
A ilha Terceira oferece igualmente estruturas naturais, como o Algar do Carvão, as Furnas do Enxofre ou ainda os Ilhéus das Cabras. A vertente sociocultural engloba uma panóplia de eventos de animação ao longo de todo o ano, com especial destaque para os Bailinhos de Carvaval, as Sanjoaninas, o AngraJazz ou as populares touradas à corda. Graças ao seu povo festivo e apreciador de bons momentos, a Terceira é das melhores escolhas para quem procura momentos inesquecíveis, regados com boa gastronomia.
Famosa pelas estufas de plantação de ananás, pelos únicos campos de cultivo de chá da Europa, pelas condições ímpares para a prática do golfe, pelos jardins botânicos com espécies raras, e por ser o único local de procriação da ave endémica Priolo, a também conhecida por Ilha Verde é a ilha açoriana com maior área e número de habitantes. É uma mescla de ambiente urbano, vida rural e Natureza.
Colonizada na primeira metade do século XV, foi um entreposto comercial até à decadência do mercado da laranja, em finais do século XIX. Padecente de fenómenos sísmicos e vulcânicos geologicamente recentes, São Miguel oferece ao visitante um contacto singular com diversas crateras de vulcões adormecidos: Furnas, com atividade observável, fumarolas, nascentes de águas termais e o famoso cozido, processado com o calor da Terra; Lagoa do Fogo, com a sua imponência e ligação à energia geotérmica; e ainda Sete Cidades, a maior cratera de abatimento do Oceano Atlântico, eleita como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
Além de colinas férteis e floridas, plantas endémicas e clima ameno, São Miguel é o ponto de chegada e de partida para a maior parte do tráfego aéreo e de cruzeiro. A sua ligação ao mar também está patente na pesca comercial, desportiva e de profundidade, assim como na observação de cetáceos e na prática de vários desportos de navegação marítima. As particularidades das suas gentes, culturas, sotaques e devoções religiosas fazem de São Miguel um ponto de paragem atraente e fascinante.
Santa Maria é a ilha mais a sul do arquipélago dos Açores. Chamam-na de “Ilha Amarela” não só pelo clima mais seco, que evoca uma aguarela, e pelas giestas que abundavam nas suas encostas, mas também pelas suas belas cores, o verde dos seus pastos, o amarelo das suas colheitas, o ocre dos seus solos, flores de todas as cores, lindas casas brancas e o azul do fundo do oceano, e ainda pelas praias de areia dourada e pelos prazeres proporcionados ao veraneante.
Com um litoral entrecortado por baías deslumbrantes e encostas apaixonantes, foi a primeira ilha a ser “achada” pelos portugueses, também foi porto de escala para Cristóvão Colombo, aquando do regresso da descoberta das Américas.
Os apreciadores de música visitam festivais aclamados internacionalmente, como a Maré de Agosto ou o Santa Maria Blues. Com uma densidade populacional baixa, Santa Maria é o lugar perfeito para os amantes da Natureza que desejam paz e momentos de lazer.
No ponto mais ocidental da Europa, e no coração do Oceano Atlântico, estão nove enigmáticas ilhas de origem vulcânica: Açores. Povoadas no século XV pelos portugueses, encantam o mundo inteiro com a sua beleza natural e intacta. Cada pedaço de terra é uma parte do Paraíso, onde a virgindade das paisagens toca até o mais incrédulo dos visitantes. Longe da azáfama diária, e afastado dos centros urbanos e metropolitanos, o arquipélago dos Açores contagia pelo encantamento da sua História, pela magia dos lugares, pelos aromas da flora, pela hospitalidade do seu povo e pelo fascínio da sua relação com o mar.
Considerados como as segundas mais belas ilhas do mundo pela National Geographic, os Açores são de fácil acesso, com voos diretos regulares a partir da Europa e América do Norte, além de uma rede de ligação aérea e marítima entre ilhas. Com o TheAzores.pt convidamo-lo a saborear a vida como nunca o fez, a entrar num mundo novo e a redescobrir a mãe Natureza.