Os Açores são actualmente um dos maiores santuários de baleias do mundo. Entre espécies residentes e migratórias, comuns ou raras, avistam-se mais de 20 tipos diferentes de cetáceos nas suas águas. O número impressiona e corresponde a um terço do total de espécies existentes. Estamos num ecossistema de características únicas. Com a presença das majestosas baleias e dos simpáticos golfinhos, o azul do Atlântico torna-se ainda mais mágico e abençoado em redor destas nove ilhas. E traz para os novos tempos, onde preservação é palavra-chave, um grito antigo: “Baleia à vista!”.
A observação de cetáceos é uma actividade que pode ser praticada nas águas de todo o arquipélago. A facilidade de encontrar baleias e golfinhos nestas paragens foi acompanhada pelo desenvolvimento de operadores turísticos dinâmicos e respeitadores da vida animal. Há por isso vários pontos de partida, espalhados por várias ilhas, que servem de base para quem queira contactar com os encantadores mamíferos. Após a partida do barco, o vasto oceano é o cenário em que decorrem os encontros maravilhosos entre humanos e seres marinhos.
Antes da partida, um briefing explica as espécies a avistar, medidas de segurança e procedimentos a adoptar para não interferir com a vida marinha. A bordo das embarcações de fibra ou semi-rígidas, é obrigatório o colete salva-vidas. Em certas condições meteorológicas, aconselha-se o uso de calças e casaco impermeável (normalmente providenciados pelos operadores). As saídas costumam ter uma duração aproximada de três horas. O avistamento das baleias e golfinhos mistura salpicos de água salgada com um turbilhão de emoções. No regresso a terra firme, nasce o desejo de regressar ao mar.
O perfume europeu no meio do Atlântico solta nove fragrâncias distintas. O manto verde reveste-se de criptoméria, incenso, faia, vinha.
Cones vulcânicos espreguiçam-se em direcção ao céu. Grutas contam segredos da origem das ilhas. Lagoas repousam em vulcões adormecidos. Erguemos o olhar e vemos aves migratórias, na única paragem europeia que conhecem.
Os trilhos serpenteiam todo o arquipélago, revelando mistérios guardados para os caminhantes. Há falésias de cortar a respiração, fajãs à beira-mar que aconchegam, quedas de água para refrescar a alma.
Não é um sonho. São os trilhos dos Açores.
Os Açores são conhecidos internacionalmente como destino para a observação de determinados grupos de espécies de aves. Devido à sua posição central no Oceano Atlântico, é possível observar várias espécies migratórias que ocorrem ocasionalmente nos Açores por desvios migratórios provocados principalmente por intempéries. É possível ainda observar aves marinhas que nidificam nos Açores e espécies e subespécies endémicas
Para além do Priolo (Pyrrhula murina), uma das aves mais raras da Europa e endémica de uma pequena zona da Ilha de São Miguel, e do Painho-de-monteiro (Oceanodroma monteiroi), uma das aves marinhas mais raras da Europa e endémica dos ilhéus da ilha Graciosa, destacam-se o Canário-da-terra (Serinus canaria), espécie exclusiva da macaronésia, e diversas subespécies endémicas como o Tentilhão (Fringilla coelebs moreletti), a Estrelinha (Regulus regulus azoricus, R. r. sanctaemariae, R. r. inermis), o Pombo-torcaz (Columba palumbus azorica), e o Milhafre (Buteo buteo rothschildi).
Os Açores têm também as populações de nidificação mais importantes a nível mundial de cagarros (Calonectris diomedia borealis), e Garajau-rosado (Sterna dougallii).
Na sua totalidade o arquipélago tem aproximadamente trinta espécies nidificantes. O número de espécies ocasionais já observadas e registadas no Arquipélago aproxima-se dos 400, entre elas algumas extremamente raras e debutantes para o Paleárctico ocidental.
Em todas as ilhas se pode praticar observação de aves, sendo de destacar a ilha de São Miguel e Graciosa para a observação das espécies endémicas, para a ilha Terceira para a observação de gaivotas e limícolas de origem Neártica e Paleártica, e as ilhas das Flores e Corvo, para a observação de passeriformes americanos, para além das outras espécies já referidas.
Outra actividade marcante na história desta ilha é a caça à baleia, actividade ancestral que viria, mais tarde, a ser substituída pela observação de cetáceos. Apesar de esta ser a ilha onde esta tradição baleeira se encontra mais fortemente enraizada, é também o local onde foi criada a primeira empresa de Whale watching na década de 80, actividade que ainda hoje reflecte a ligação cultural das gentes do Pico à baleia.
Para o mergulhador talvez a actividade mais conhecida nesta ilha seja o mergulho com tubarões. Os Açores são um dos poucos locais do mundo onde é possível nadar com um dos peixes mais rápidos dos Oceanos – o Tubarão Azul. O mergulho com este predador incrível é possível em várias ilhas do arquipélago, no entanto o local mais visitado e berço desta actividade é o monte submarino Condor, localizado a cerca de 10 milhas da ilha do Faial e acessível a partir das Ilhas do Pico e Faial.
Por outro lado, a proximidade da ilha do Pico à ilha do Faial permite a realização de mergulhos muito diversificados. Para além dos locais de mergulho turístico ao longo da extensa costa da ilha do Pico, é possível realizar mergulhos no canal Pico-Faial, bem como na costa Este da ilha do Faial. Por outro lado, tal como a ilha do Faial, o Pico é um dos principais pontos de partida para o Banco Princesa Alice, localizado a cerca de 45 milhas naúticas e considerado por muitos o melhor mergulho do arquipélago dos Açores, onde o encontro com grandes cardumes de peixes pelágicos, jamantas, e mesmo, tubarões são comuns.
Apesar da ilha do Pico apresentar águas límpidas dotadas de uma riqueza e biodiversidade marinhas excepcionais não são de menosprezar as magníficas formações rochosas presentes em redor desta ilha, tendo como ex-libris dos mergulhos com interesse geológico os arcos duplos localizados nos Arcos do Pocinho.
Os Açores Considerados por muitos como um destino singular para prática do parapente, com variadíssimos spots, bem como zonas de descolagem e aterragem.
É possível voar durante todo o ano, mas os meses de verão afirmam-se como os melhores para a prática da modalidade.
Desde voos técnicos em cross country passando pelas crateras vulcânicas das Furnas, Lagoa do Fogo ou Sete Cidades, as praias e falésias costeiras também possibilitam voos extremamente divertidos.
O local das “Sete Cidades” na ilha se São Miguel foi considerado por um júri europeu como uma entre os 60 mais belos locais da europa para o voo livre.
O festival de Parapente os Açores já conta com 20 edições e é realizado no mês de Agosto, contando com a presença de inúmeros pilotos nacionais e internacionais, que ao longo de uma semana trocam experiências nos melhores spots de São Miguel.
Os mares açorianos são um destino de eleição para os amantes do Big Game Fishing. Nesta parte do Atlântico nadam enormes exemplares de espadim azul e espadim branco, assim como o dourado e o rabilo, entre outras espécies de tunídeos.
Entre as ilhas do triângulo – Faial, Pico e São Jorge – o desafio está sempre em aberto, embora as restantes ilhas também sejam ponto de partida para pescarias em quantidade e qualidade. Em terra, encontram-se diversos operadores especializados na pesca grossa de alto mar. Quem preferir assegurar o leme da aventura, pode alugar equipamento e embarcação e sair em busca dos cobiçados troféus.
Nos Açores estes desportos são praticados tanto em águas interiores como em mar aberto.
Seja a explorar as escarpas que rodeiam as lagoas no fundo de caldeiras vulcânicas ou a remar à volta de pequenos ilhéus para observar aves marinhas e explorar grutas, estas actividades possibilitam uma envolvência física e emocional total com a paisagística açoriana.
Os Açores são um arquipélago situado na crista Média Oceânica de origem vulcânica e constituído por 9 ilhas, das quais três apresentam excelentes condições para a prática de canyoning:
São Miguel, São Jorge e as Flores. Nestas três ilhas a oferta de itinerários de grande beleza é abundante, mas cada uma tem as suas particularidades.
A ilha das Flores é a que apresenta maior diversidade de percurso, desde grandes verticais a percursos simples. Em outubro 2014 será realizado o I Encontro Internacional de Canyoning na ilha das Flores, aproveitando as características singulares desta ilha.
São Jorge é caracterizado essencialmente pelas grandes verticais. Estão identificados de igual modo locais de grande interesse nas ilhas de Stª Maria e Faial.
A génese dos Açores está impressa em 1766 vulcões, nove dos quais ainda placidamente activos. No subsolo, estão assinaladas quase três centenas de cavidades vulcânicas, sob a forma de grutas, algares e fendas. Na paisagem, há caldeiras secas, lagoas em crateras, campos fumarólicos e nascentes termais.
No mar, encontram-se fontes geotermais submarinas. A majestosa montanha do Pico, de cone ainda intacto, parece proteger todas estas riquezas geológicas.
Testemunho do poder da Natureza, o vulcanismo do arquipélago impressiona pela diversidade e gera um magnetismo especial no visitante.
À vela ou a motor, depressa se entende a mística em redor da navegação nos mares açorianos. Contornar a costa de uma ilha é garantia de encontrar paisagens de verde a escorrer até às águas cristalinas.
Praias e baías abrigadas convidam a uma paragem e um mergulho. Nas marinas do arquipélago, encontra-se tudo o que é necessário antes de regressar ao Atlântico.
De mão firme no leme, é fácil somar milhas náuticas entre as maravilhas destas nove ilhas. Golfinhos acompanham as travessias, tal como fizeram há mais de 500 anos com os descobridores deste paraíso. Sobre o azul, o horizonte é o limite.
Para quem gosta de praticar atividades equestres, os Açores são o local ideal, pois é muito fácil encontrar cavalos Lusitano e Cruzado Português bem treinados.
Além disso, as ilhas açorianas oferecem uma diversidade de cenários deslumbrantes sobre o Oceano Atlântico, embelezadas pelos jardins alegres e vibrantes, bem como pelos pastos verdes.
A trote, os cavaleiros poderão desfrutar da serenidade dos caminhos, com alguma aventura à mistura, rendendo-se, por fim, às bonitas paisagens.
A bicicleta de montanha é por excelência um veículo de exploração. Destinos como os Açores, onde a natureza e os trilhos nela marcados são uma constante, fazem deste destino uma verdadeira aventura para quem procura emoções fortes.
Desde single tracks ultra técnicos que ligam as montanhas mais altas às praias e fajãs da ilhas ou desde os estradões rolantes que circundam as Lagoas ou cruzam as serras ricas em fauna e flora endémica, o BTT nas ilhas Açorianas possui alternativas para todos os gostos e aptidões técnicas.
Se preferir rolar pelas estradas, as ilhas oferecem uma vasta rede viária ladeada por hortênsias e matas de criptomérias, ligando todos os locais de relevo paisagístico e cultural, cruzando-se pastos, montanhas e localidades de grande beleza e interesse.
Tudo isto ainda com a possibilidades de se terminar um dia de passeio numa zona de banhos de água quente, quer no mar quer em piscinas naturais.
Conhecer o litoral das nove ilhas, de barco, é uma experiência única! Baías, grutas e reentrâncias, envoltas por uma agua de um azul cristalino... é de tirar o fôlego!
Os habituais encontros com Baleias e Golfinhos e a companhia das inúmeras aves marinhas que povoam o arquipélago, transportam-nos para outra dimensão.