Município único da maravilhosa Ilha do Faial, a Horta é uma cidade encantadora, localizada na costa este da Ilha, frente a frente com a vizinha Ilha do Pico, com vista permanente sobre o ponto mais alto do País: a montanha do Pico, a 2351 metros de altura.
Terá sido no ano de 1467 que o Flamengo Joss Van Hurtere desembarca na Ilha do Faial, fundando-se a Ermida de Santa Cruz (actual Igreja de Nossa Senhora da Angústias) e desenvolvendo-se em seu redor a povoação da Horta. De facto, o topónimo Horta provirá do apelido Hurtere. De feição predominantemente rural, é com a construção do Porto Comercial em 1876, e com a instalação das companhias dos cabos submarinos em 1893 que se dá o forte progresso comercial, urbano e social na cidade.
Localizada numa elegante Baía de grande beleza, esta é uma cidade activa, dona de um porto marítimo de grande importância, ponto de paragem em muitas faz viagens marítimas Atlânticas, o que denotou, desde cedo, uma atmosfera cosmopolita e internacional à cidade, como é visível num dos grandes marcos da Ilha: o Café Peter Sport, assim como na colorida Marina onde aportam milhares de iates e veleiros.
A Horta é hoje em dia uma cidade histórica e cosmopolita, com muito para ver, e com um ambiente muito próprio, conjugando paisagens deslumbrantes, tradição, progresso e um património rico. Com muito para ver e conhecer, destacam-se monumentos como as Igrejas Matriz de São Salvador, a de São Francisco, a Torre do Relógio, os Fortes de Porto Pim e de São Sebastião, entre tantos outros. A cidade oferece também aprazíveis espaços verdes, como a Praça do Infante D. Henrique, o Jardim Eduardo Bulcão, o Largo Duque de Ávila e Bolama, a Praça da República, o maravilhoso Parque da Alagoa, bem junto à Praia da Conceição, ou mesmo a fantástica Paisagem Protegida do Monte da Guia, de onde se têm magníficos panoramas sobre a cidade e sua envolvente.
Vale a pena conhecer o Museu da Horta, com muito sobre a etnografia da Ilha, aliada à história e ao cosmopolitismo que marca esta cidade, e também o interessante Museu de Scrimshaw, dedicado a esta arte tão Açoriana, de forte tradição Baleeira.
A Semana do Mar marca, igualmente, o estilo de vida das gentes da terra, tão dedicada ao vasto Oceano Atlântico, suas actividades e artes, realizada anualmente na primeira semana de Agosto, constituindo mesmo o maior festival náutico do País, apresentando várias actividades de cariz cultural, etnográfico, artístico e de entretenimento.
Situada a sudoeste da ilha das Flores, as Lajes das Flores é um dos dois concelho da Ilha das Flores, e é limitado a nordeste pelo município de Santa Cruz das Flores. Situada na costa sul da ilha é também onde se situa o maior porto comercial.
O Município está dividido em sete freguesias. As Festas Religiosas e Profanas estão ligadas à profunda religiosidade do povo das Flores, onde as Festas do Espírito Santo têm lugar aos domingos, depois de Pentecostes, até ao verão. Nas Lajes no 3ª fim de semana de julho realiza-se a Festa do Imigrante.
Lajes do Pico é uma simpática vila, sede de concelho, situada na Costa Sudeste da Ilha do Pico, famosa pela sua forte tradição baleeira que imprimiu um cunho muito próprio em toda a localidade.
Primeira vila da Ilha do Pico, Lajes baseou a sua economia na actividade agrícola, com a plantação de cereais, começando também a crescer a importância vinícola onde se produziam nestes solos vulcânicos o famoso vinho Verdelho, até sensivelmente meados do século XIX, hoje em dia um património único, classificada a sua Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Diversas catástrofes naturais ditaram o declínio da vila e da própria Ilha, destruindo o sustento e residências de muitos, que optaram pela emigração como forma de subsistência às intempéries, sismos, erupções vulcânicas, entre outras calamidades.
A grande atividade da vila, a caça à baleia, e a indústria dos seus produtos, como o óleo de baleia, teve o seu auge no século XIX, mas provinha de outros tempos mais antigos, e ainda hoje, vários anos após a sua proibição, ainda é tão visível no próprio ambiente das suas típicas ruas, bem como no muito interessante Museu dos Baleeiros e na Fábrica da Baleia. As várias empresas que promovem atividades de observação de cetáceos mantêm vivo o espírito Baleeiro das Lajes do Pico, possibilitando momentos únicos de encontro com a natureza, paz de espírito e beleza. Anualmente em Agosto, realiza-se a Semana dos Baleeiros, em honra de Nossa Senhora de Lurdes, padroeira dos baleeiros, plena de tradição, cultura, eventos religiosos e outras atividades que reúnem, em festa, locais e visitantes.
Lajes do Pico delicia os visitantes com o seu Património monumental, social, cultural e humano, e com paisagens deslumbrantes que vale a pena conhecer. A vila orgulha-se de monumentos como o Forte de Santa Catarina do século XVIII, hoje em dia recebendo o Posto de Turismo da localidade, ou do Convento Franciscano dos séculos XVII/XVIII, albergando a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, das Igrejas da Santíssima Trindade (século XIX) e de São Bartolomeu, da Capela de Santa Catarina, da Ermida de São Pedro, das várias Casas Senhoriais que atestam a importância económica da vila ao longo dos tempos, e de outros legados patrimoniais rurais e agrícolas, como os Poços e Pontes que se construíram para aproveitamento das águas e dos terrenos.
A pitoresca vila de Santa Cruz da Graciosa, sede do único concelho da Ilha, espelha bem a “graciosidade” desta Ilha, plena de história e encanto.
Localizada na zona nordeste da Graciosa Ilha, Santa Cruz foi a primeira localidade, povoada na década de 1470, na zona do bonito Monte da Ajuda, com excelente localização para observação, abrigado dos ventos fortes, e com excelente acesso ao mar, bem como a proximidade de férteis terrenos. Santa Cruz depressa floresceu e forneceu as condições favoráveis para o conhecimento e povoamento de toda a Ilha Graciosa.
Santa Cruz da Graciosa manteve ao longo dos séculos o seu cariz rural, famosa pela sua faceta vinhateira que tomou lugar na Ilha a partir de finais do século XVII, no aproveitamento dos solos vulcânicos de “biscoitos” e a alta humidade que traduz o aspecto verdejante das graciosas paisagens. Foi com a inserção da cultura da vinha que se dá o maior desenvolvimento na Ilha, ainda hoje visível na opulência das construções, advindas dos lucros desta cultura e indústria vinhateira.
Vale a pena conhecer o bonito Centro Histórico da vila, classificado como conjunto de interesse público, pleno de história e encanto, de ruas típicas, pitoresco casario e monumentos como a bela Igreja Matriz do século XVI, com diversos elementos Manuelinos; a elegante Igreja de Santo Cristo da Misericórdia do século XVI; os vários Fortes e Fortins espalhados pela costa para a proteger, em séculos idos, de ataques de Piratas e Corsários; a Torre da Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, parte restante de uma estrutura conventual destruída no século XX; as Ermidas de Nossa Senhora da Ajuda, a de São João e a de São Salvador, situadas no maravilhoso Monte da Ajuda; as várias Casas Senhoriais da região, verdadeiras jóias arquitectónicas que denotam a importância da agricultura na Ilha; ou o interessante Museu da Graciosa, retratando a história e etnografia da Ilha, dono de um rico espólio que interessa conhecer, que alberga as tradições vitivinícola e baleeira da Graciosa.
Santa Cruz das Flores é a sede do concelho da vila da Ilha das Flores. Foi em 1548 que recebeu o foral de vila, neste mesmo local foi erguida a primeira capela da vila dedicada a São Pedro. Em 1841 Santa Cruz, o mais importante centro da ilha passa a ser a sede da única comarca que abrange as Ilhas das Flores e Corvo.
As Festas Religiosas e Profanas estão ligadas à profunda religiosidade do povo das Flores, onde as Festas do Espírito Santo têm lugar aos domingos, depois de Pentecostes, até ao verão. A de maior importância são as de Santa Cruz no primeiro domingo de agosto, na quaresma são as do Senhor dos Passos onde se juntam as Festas Sanjoaninas em Santa Cruz.
Atualmente com a presença do aeroporto que proporciona o aumento do turismo, Santa Cruz vive um virar de página no progresso e desenvolvimento da Ilha das Flores e do Corvo.
São Mateus da Calheta é uma bonita freguesia situada na costa sul da Ilha Terceira e localizada nas proximidades de Angra do Heroísmo.
A pacata São Mateus da Calheta tem graciosamente sabido manter vivas as suas tradições de tranquilo local rural e piscatório.
Esta é uma bela localidade, rica em património histórico, patrimonial, social e natural, outrora dona de maiores riquezas, próxima da influente Angra do Heroísmo e de costa fácil para aportar, pelo que foi alvo de muitos ataques e pilhagens por parte de Piratas e Corsários, erguendo-se a partir do século XVI diversos Fortes de proteção, como o Forte da Maré, o da Má Ferramenta, o Forte Grande, o do Biscoitinho, o do Terreiro, o do Barreiro, o da Igreja e o famoso Forte do Negrito. Hoje em dia a grande maioria destas estruturas defensivo-militares encontram-se em ruína ou mesmo desapareceram.
São Mateus da Calheta orgulha-se do seu Património religioso, de onde se destacam a Igreja Paroquial de São Mateus, datada de 1911 e a sua antecessora Igreja Velha, situada mesmo junto à costa, hoje em dia em ruínas, e das muitas Ermidas como as de Nossa Senhora da Candelária, de São Tomás da Vila Nova, de Nossa Senhora das Mercês, de Santo António dos Milagres, de São João Baptista, de São Diogo e São Vicente e a de Nossa Senhora da Luz.
De destacar são também os Impérios do Divino Espírito Santo e do Cantinho, do século XIX.
Igualmente importante, até à década de 70 do século XX, foi a herança Baleeira de São Mateus da Calheta, tendo estado instalada na zona balnear do Negrito uma Armação Baleeira de grande relevo, bem como uma fábrica de produtos derivados destes cetáceos, dos quais ainda restam algumas embarcações guardadas e em exposição na Casa dos Botes Baleeiros no Porto de Pesca, entre outros legados.
Também conhecida como Praia, a simpática vila de São Mateus localiza-se na costa este da Ilha Graciosa, desde os primeiros tempos de povoamento afirmando-se como uma das principais localidades da Ilha, a par da capital, Santa Cruz da Graciosa.
São Mateus mantém a sua faceta tradicional, rural e piscatória de outros tempos, conservando muitos edifícios e elementos de idos tempos de opulência, dada a fertilidade dos solos e o importante Porto Marítimo que em muito facilitou o trânsito de bens, a fixação de população e a geração de riqueza.
Grande produtora vinícola, em São Mateus se cultivou e produziu muito do vinho Açoriano, que encontrou nestes solos vulcânicos e no húmido clima, as necessárias condições para vingar e florescer.
São Mateus apresenta um bonito centro histórico, encontrando-se pontos de interesse por todo o território da freguesia, dos quais se destacam a bela Igreja Matriz do século XV mas muito alterada no século XIX, e também a Igreja da Misericórdia do século XVI, as Ermidas de Nossa Senhora da Guia (século XVII), de Santo António (século XVII) ou a de Nossa Senhora dos Remédios, também do século XVII, os bonitos Impérios do Espírito Santo da Praia, da Senhora da Guia e da Fonte do Mato, bem como os diversos legados rurais, com destaque para os Moinhos, que são hoje também imagem da própria região, muitos deles restaurados.
Frente à bonita Vila de São Mateus, situa-se o Ilhéu da Praia, zona de nidificação de importantes espécies de avifauna, classificado como Reserva Natural.
São Roque do Pico é uma bonita vila, sede de concelho, localizada na costa norte da Ilha do Pico.
Esta é uma região de grande beleza natural, caracterizada pelas suas cores e ambiente, com o escuro dos solos e rochas vulcânicos, popularmente apelidadas de “mistérios” marcadas por grandes extensões de lava negra esponjosa, a contrastar deliciosamente com o verde profuso da vegetação e coloridas plantas.
São Roque do Pico denota uma antiga tradição Baleeira, ainda respirada nas suas típicas ruas, que enfrentam orgulhosas o vasto Oceano Atlântico. Esta tradição provirá do século XVIII, quando chegaram os Americanos que induziram à caça ao cachalote, atividade essa que veio a ser um dos principais sustentos de São Roque do Pico e da própria Ilha, a par da produção dos mais variados produtos derivados de cetáceos. Desde os primeiros tempos de colonização, e da aprendizagem de cultivo neste tipo de solos vulcânicos, que a agricultura marca o dia-a-dia das populações, visível em tantos legados patrimoniais de grande encanto.
A vila orgulha-se do seu rico património, destacando-se monumentos como a bela Igreja Matriz do século XVIII, ou o Convento e Igreja de São Pedro de Alcântara, também do século XVIII, num opulento estilo Barroco de onde se têm belos panoramas sobre a localidade. Marca incontornável no Património da vila, está o Museu da Antiga Fábrica das Armações Baleeiras, um espaço de grande interesse sobre a caça à baleia e a utilização e fabricação de produtos seus derivados.
São Roque do Pico deleita com a sua beleza natural, como é visível nas Lagoas do Capitão, do Caiado e na do Paúl, ou o bonito Jardim Municipal, entre tantos outros locais que encantam quem os contempla, mostrando a força e magia da natureza que brindou este Arquipélago.
A bonita vila da Calheta, sede de concelho, situa-se na bonita costa sul da Ilha de São Jorge. Fundada em 1483, a povoação da Calheta desenvolveu-se sobretudo devido ao seu Porto marítimo, bem próximo e de fácil comunicação com a Ilha Terceira, facilitando as trocas comerciais e de comunicação com o Arquipélago.
A vila encanta com o seu alvo casario, os seus escuros solos e rochas vulcânicas e o seu alvo casario, sobranceiro ao vasto oceano Atlântico, mantendo ao longo dos séculos a sua beleza e paz de espírito, num ambiente rural e tradicional, que tem sobrevivido às intempéries avassaladoras da Ilha, como o terramoto de 1757, ou o Levante do Mar de 1945.
Calheta orgulha-se da sua Igreja Matriz do século XVIII, rica em talha dourada, da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, da Igreja de Santo António também do século XVIII, do Império do Divino Espírito Santo, do típico edifício dos Paços do Concelho, ou do interessante Museu de São Jorge, instalado num bonito edifício do século XIX, dedicado à história e etnografia da bonita Ilha de São Jorge.
Locais como o Largo do Cais, que marcou o desenvolvimento económico da vila e da própria Ilha, ou o jardim Francisco de Lacerda, que proporciona aprazíveis momentos de lazer, enriquecem esta vila da Calheta.
A bonita vila da Madalena, sede de concelho, outrora conhecida por “lugar dos Ilhéus” devido aos dois ilhéus, denominados de Deitado e em Pé, que a ela pertencem, situa-se no extremo ocidental da bonita Ilha do Pico, separada por 7km de oceano da vizinha Ilha do Faial e da bela cidade da Horta.
Madalena é uma grande produtora do famoso Vinho dos Açores, da casta verdelho, que durante anos ditou o estilo de vida das populações, dadas as boas condições climatéricas e a especificidade destes solos vulcânicos, que criaram panoramas únicos, classificados como Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. Para melhor conhecer a importância vinícola da Madalena e da Ilha do Pico, vale a pena uma visita ao interessante Museu do Vinho.
De facto, Madalena sempre foi uma localidade dedicada à agricultura, à pecuária e à pesca, tornando-se num importante pólo de comunicação e comércio devido ao seu Porto Marítimo e à proximidade com a Ilha do Faial. Por toda a região são visíveis os importantes legados rurais da vida agrícola de Madalena, como instrumentos para aproveitamento de cursos de água, adegas, típicos armazéns, currais de vinha, poços de marés, entre tantos outros.
A bela Igreja Matriz do século XVIII, o maior templo da Ilha, demonstra o fervor religioso das gentes e representa o valor Patrimonial da vila, destacando-se também o belo edifício do século XVIII dos Paços do Concelho, bem como as várias casas senhoriais que se encontram pela região, atestando o poderio económico proveniente da agricultura, vinhas, pecuária e comércio.