O Caldeirão é o principal elemento paisagístico da ilha e resultou do colapso do topo do vulcão central do Corvo. Esta caldeira vulcânica tem uma forma elíptica, com um diâmetro máximo de 2,3 quilómetros e profundidade de 305 metros. O seu interior é ocupado por uma lagoa pouco profunda e por vários cones vulcânicos de pequena dimensão que recortam a massa de água e que muitos dizem delinear o desenho das ilhas açorianas. Do miradouro do Caldeirão é possível observar esta vasta depressão vulcânica e desfrutar da calma silenciosa que caracteriza este remoto ponto da Europa.
A Vila do Corvo está implantada numa fajã lávica, que constitui a principal superfície aplanada da ilha e que teve origem em lavas basálticas emitidas do Morro da Fonte, um cone de escórias sobranceiro a esta vila. A escoada que forma esta fajã está actualmente melhor visível ao longo do litoral, designadamente sob a forma dos cordões lávicos litorais. Estes cordões desenvolvem-se entre o Portinho da Areia e a Ponta Negra e têm uma clara expressão submarina (os designados “caneiros”), local de eleição para os mergulhadores que buscam a ilha. O último episódio eruptivo nesta ilha ocorreu precisamente nesta fajã, há cerca de 80.000 a 100.000 anos atrás, e formou a escoada lávica basáltica que se desenvolve desde a zona do Pão de Açúcar, até ao Alto dos Moinhos.