Artigos por tema: Vulcanologia

Na também chamada de Ilha Montanha está o ponto mais alto de Portugal: a Montanha do Pico. Os seus 2351 metros de altitude no meio do Oceano Atlântico conferem-lhe igualmente o título de ponto mais alto da dorsal meso atlântica, e transformam-na num dos pontos mais procurados por quem visita as ilhas dos Açores. É considerada Reserva Natural e foi eleita uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. No seu sopé está a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, património mundial da UNESCO. 

A Montanha tem no seu topo uma cratera de vulcão, da qual brotam fumarolas vulcânicas, e onde surge outra elevação, conhecida como Piquinho, com cerca de 70 metros de altura. No inverno, é habitual vê-lo coberto de neve. A Montanha é um vulcão geologicamente recente, com a sua última atividade registada no século XVIII. A flora inclui espécies endémicas características da floresta laurissilva, e até aos 1500 metros de altitude existem pastagens e lagoas, como a Lagoa do Caiado e a Lagoa do Capitão.

O picoense Manuel de Arriaga foi o primeiro a escalar a Montanha, em 1887, pelo menos segundo o que reza a história. Hoje em dia, a escalada por trilhos marcados e com o acompanhamento de um guia é uma das principais atrações turísticas. Sob supervisão do Parque Natural da Montanha do Pico, e de acordo com a Carta de Princípios de Escalada à Montanha do Pico, subir ao Pico requer responsabilidade, boa saúde física, atenção especial às condições meteorológicas, calçado e equipamento adequado. É uma experiência única e revigorante, de contacto e proximidade com a natureza e toda a paisagem envolvente.

Em Pico

No concelho das Lajes das Flores, freguesia do Mosteiro, existe uma majestosa formação geológica no Cabo Baixo das Casas conhecida por Rocha dos Bordões. Deve o nome à sua parecença com uma série de bordões de basalto alinhados na vertical.

É uma estrutura única nos Açores, que se caracteriza por colunas rochosas de grandes dimensões e de forma alongada, resultado do arrefecimento rápido e consequente solidificação de uma espessa camada de basalto dentro de um cone vulcânico. Após esse processo, a Natureza encarregou-se de erodir o exterior ao longo de milhares de anos, dando origem à formação apaixonante que se vê hoje em dia.

Nesta zona existem vários cursos de água que se juntam para alimentar uma queda de água magnificente. É um excelente local para os fotógrafos e amantes dos pequenos paraísos que a Natureza oferece. Na base da Rocha dos Bordões também se podem encontrar as Águas Quentes, pequenas caldeiras de água sulfurosa que encantam os fãs da vulcanologia.

Em Flores

Inserido no complexo vulcânico do Capelo, na Ponta dos Capelinhos, foi este o último vulcão com erupção, em 1957, sendo as suas consequências ainda hoje bem visíveis, uma delas o aumento do próprio território em cerca de 2,50km2 com a solidificação da lava que ficou acima do nível do mar.

A paisagem difere de toda a restante, e da própria imagem verdejante do Arquipélago Açoriano: aqui nota-se uma estranha beleza árida e vulcânica, que demonstra a todo o instante a grande força da natureza.

Este Vulcão foi único no mundo das Ciências Vulcanológicas, por ter sido fotografado, observado, estudado e interpretado desde o início até ao adormecimento. A actividade vulcânica manteve-se por 13 meses, iniciando-se a 27 de Setembro de 1957 e extinguindo-se somente a 24 de Outubro de 1958, no que se supõe ter sido uma sobreposição de duas erupções distintas, ocorrendo mais de duzentos abalos sísmicos antes de o vulcão entrar em erupção. Este facto foi muito prejudicial para o próprio desenvolvimento da Ilha, levando à forte emigração neste período e nos seguintes, mormente nas regiões do Capelo e Praia do Norte, onde campos de cultivo e pasto e habitações foram destruídas. A maioria da população emigrou, então, para os Estados Unidos da América, dado um protocolo de cooperação para com os refugiados.

Do Farol dos Capelinhos, onde se iniciou a erupção vulcânica, tem-se um belo panorama sobre toda a extensão do vulcão e a sua rara beleza. Aqui está agora o Centro Interpretativo que melhor explica este fenómeno e sua história, albergando uma ampla sala que simboliza uma erupção vulcânica, bem como outros espaços com exposições fixas e itinerantes sobre vulcanismo, e um auditório com capacidade para 60 pessoas.

A escalada ao Vulcão é um dos passeios mais deslumbrantes e únicos da Ilha do Faial, apresentando contudo algumas dificuldades e perigos, existindo para o efeito percursos predefinidos e serviços de guia oficiais.

Em Faial
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