Artigos por tema: Património

De influência mediterrânica, os Moinhos do Corvo são de menor porte que os de influência norte europeia.

Nestas construções de pedra negra, a cúpula e as velas triangulares rodam por forma a acompanhar constantemente os ventos.

Em Corvo

Classificada desde 2004 como Património Mundial pela UNESCO, esta Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico é uma das maravilhas deste fantástico Arquipélago dos Açores, ocupando uma área total de cultura de cerca de 154,4 hectares.

A cultura da vinha nestes terrenos provirá já dos tempos de povoamento da Ilha, corria o ano de 1460, tendo sido feita e duramente construída pelos próprios colonos. Esta seria uma Ilha inóspita, com pouca vegetação e coberta por mantos de lava, impossível para o cultivo, ao contrário de outras Ilhas tão férteis do Arquipélago. Foi contornando a Ilha pelo lado Sul que se encontraram cursos de água e se plantaram as primeiras videiras, no local da Silveira. Diz-se que a maioria destas videiras proviriam das Ilhas da Madeira e do Chipre. Começou então, à experiência do feito na vizinha Ilha do Faial, a cultura do Verdelho, a casta especial do vinho Açoriano. Estes solos vulcânicos que mantêm a terra quente por muito tempo, e os altos níveis de humidade da Ilha reuniram, pois, as melhores condições vitivinícolas.

Os campos de vinhas integradas em chão de lava enquadradas pelas típicas curraletas (paredes de pedra solta que protegem o vinhedo das intempéries), que envolvem os “currais” (os lotes pequenos por norma rectangulares), promovendo um encantador rendilhado que deixa entrar o sol necessário ao crescimento da uva.

Esta paisagem alberga importantes espécies de fauna e flora muito próprias, algumas raras e com estatuto de protecção. Deleita pela sua beleza e pelos anos de esforço e trabalho árduo destas gentes que aliaram conhecimento, experiência e antigos saberes no cultivo de solos vulcânicos inóspitos, produzindo riqueza, como é visível nas muitas casas dos “senhores do vinho” espalhadas pela costa, e sobretudo na oferta de um panorama único e de grande beleza, hoje protegido, legado às gerações futuras.

Em Pico

Situado em pleno centro histórico da maravilhosa cidade de Angra do Heroísmo, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, o Palácio dos Capitães Generais é um belo palácio, de dimensões consideráveis, que atesta o poderio económico da cidade ao longo dos séculos.

O edifício foi mandado construir em 1570 pelo rei D. Sebastião, para oferta à então importante Companhia de Jesus, projectado como convento e colégio. Ao longo dos séculos, esta bela construção foi servindo a variados propósitos: como habitação de famílias nobres, sede de regência do Reino e Paço Real… Desde 1766 está destinado à residência dos Capitães Generais dos Açores. Um Capitão General era o governador e comandante militar de qualquer capitania-geral Portuguesa.

O Palácio alberga interessantes obras de arte e mobiliário, albergando uma interessante colecção de azulejaria, telas, esculturas, entre muitas outras riquezas, estando hoje em dia classificado como Imóvel de Interesse Público. De realçar, a Sala dos Reis, com retratos a óleo em tamanho natural dos Reis da Dinastia de Bragança.

A bela Igreja do Colégio, anexa ao Palácio, data do século XVII, envergando a mesma equação arquitectónica do restante conjunto, é dona de um interessante património do qual se destaca a talha dourada, a azulejaria Holandesa do século XVII e XVIII, ricas peças de estatuária e painéis de pintura do século XVII.

São Mateus da Calheta é uma bonita freguesia situada na costa sul da Ilha Terceira e localizada nas proximidades de Angra do Heroísmo.

A pacata São Mateus da Calheta tem graciosamente sabido manter vivas as suas tradições de tranquilo local rural e piscatório.

Esta é uma bela localidade, rica em património histórico, patrimonial, social e natural, outrora dona de maiores riquezas, próxima da influente Angra do Heroísmo e de costa fácil para aportar, pelo que foi alvo de muitos ataques e pilhagens por parte de Piratas e Corsários, erguendo-se a partir do século XVI diversos Fortes de proteção, como o Forte da Maré, o da Má Ferramenta, o Forte Grande, o do Biscoitinho, o do Terreiro, o do Barreiro, o da Igreja e o famoso Forte do Negrito. Hoje em dia a grande maioria destas estruturas defensivo-militares encontram-se em ruína ou mesmo desapareceram.

São Mateus da Calheta orgulha-se do seu Património religioso, de onde se destacam a Igreja Paroquial de São Mateus, datada de 1911 e a sua antecessora Igreja Velha, situada mesmo junto à costa, hoje em dia em ruínas, e das muitas Ermidas como as de Nossa Senhora da Candelária, de São Tomás da Vila Nova, de Nossa Senhora das Mercês, de Santo António dos Milagres, de São João Baptista, de São Diogo e São Vicente e a de Nossa Senhora da Luz.
De destacar são também os Impérios do Divino Espírito Santo e do Cantinho, do século XIX.

Igualmente importante, até à década de 70 do século XX, foi a herança Baleeira de São Mateus da Calheta, tendo estado instalada na zona balnear do Negrito uma Armação Baleeira de grande relevo, bem como uma fábrica de produtos derivados destes cetáceos, dos quais ainda restam algumas embarcações guardadas e em exposição na Casa dos Botes Baleeiros no Porto de Pesca, entre outros legados.

A Sé Catedral de Angra do Heroísmo é o maior templo e um dos principais monumentos desta bonita cidade Património da Humanidade, em plena Ilha Terceira, no maravilhoso Arquipélago dos Açores.

O actual templo terá sido construído sobre a anterior Igreja de São Salvador, datada provavelmente de 1496, ostentando um estilo Gótico contemporâneo da data da sua construção. A Igreja, contudo, revelou-se pequena para a crescente população de Angra do Heroísmo, que se afirmava como uma vila em franca expansão e riqueza. Da primitiva Igreja resta o altar mor, situado debaixo da Capela.

Procedeu-se, em 1570, à construção da Sé Catedral, num estilo imponente, procedendo-se posteriormente no século XX a diversos trabalhos de restauro, uma vez que diversas calamidades naturais, nomeadamente o terramoto de 1980 e um grande incêndio em 1984, causaram séria destruição.

A Sé Catedral de Angra do Heroísmo é caracterizada pela sua sóbria fachada de duas torres sineiras, e apresenta um bonito interior com tecto esculpido em cedro, azulejaria do século XVII, uma galeria de pinturas retratando os bispos de Angra, esculturas do século VII, mobiliário em jacarandá e o famoso órgão de grandes dimensões.

Inserido no complexo vulcânico do Capelo, na Ponta dos Capelinhos, foi este o último vulcão com erupção, em 1957, sendo as suas consequências ainda hoje bem visíveis, uma delas o aumento do próprio território em cerca de 2,50km2 com a solidificação da lava que ficou acima do nível do mar.

A paisagem difere de toda a restante, e da própria imagem verdejante do Arquipélago Açoriano: aqui nota-se uma estranha beleza árida e vulcânica, que demonstra a todo o instante a grande força da natureza.

Este Vulcão foi único no mundo das Ciências Vulcanológicas, por ter sido fotografado, observado, estudado e interpretado desde o início até ao adormecimento. A actividade vulcânica manteve-se por 13 meses, iniciando-se a 27 de Setembro de 1957 e extinguindo-se somente a 24 de Outubro de 1958, no que se supõe ter sido uma sobreposição de duas erupções distintas, ocorrendo mais de duzentos abalos sísmicos antes de o vulcão entrar em erupção. Este facto foi muito prejudicial para o próprio desenvolvimento da Ilha, levando à forte emigração neste período e nos seguintes, mormente nas regiões do Capelo e Praia do Norte, onde campos de cultivo e pasto e habitações foram destruídas. A maioria da população emigrou, então, para os Estados Unidos da América, dado um protocolo de cooperação para com os refugiados.

Do Farol dos Capelinhos, onde se iniciou a erupção vulcânica, tem-se um belo panorama sobre toda a extensão do vulcão e a sua rara beleza. Aqui está agora o Centro Interpretativo que melhor explica este fenómeno e sua história, albergando uma ampla sala que simboliza uma erupção vulcânica, bem como outros espaços com exposições fixas e itinerantes sobre vulcanismo, e um auditório com capacidade para 60 pessoas.

A escalada ao Vulcão é um dos passeios mais deslumbrantes e únicos da Ilha do Faial, apresentando contudo algumas dificuldades e perigos, existindo para o efeito percursos predefinidos e serviços de guia oficiais.

Em Faial
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