Artigos por tema: Gastronomia

A Alcatra regional da Ilha Terceira é um prato de carne confecionado num alguidar de barro por alturas das festas na Ilha. Julga-se que a Alcatra foi trazida para a Ilha Terceira pelos árabes.

O excelente sabor deste prato deve-se não só aos temperos como também ao longo tempo de cozedura no forno.

A Alheira de Santa Maria é agradavelmente saborosa, com pedaços de carne suculentos, de gosto intenso e diferente do habitual, envolvida numa fina película. Mal aquece na grelha, e com um pequeno golpe, facilmente liberta a carne, e o seu aroma invade a cozinha. Um quase dissimulado toque de Pimenta da Terra, tão característico das ilhas açorianas, o que faz desta alheira, única e deliciosamente apetitosa.

As fofas, doce típico da Vila da Povoação, de nome tão atrativo, merecem sem dúvida uma visita a este território para as experimentar. É um doce de massa fina, tipo éclair, recheado de creme de baunilha e com uma trança de chocolate a enfeitar o topo, sendo de todo impossível comer apenas uma. Experimente este doce pitoresco.

A Queijada da Vila é um dos doces mais emblemáticos dos Açores, e o principal ícone gastronómico de Vila Franca do Campo. A história conta que a sua receita original foi concebida em 1593 pelas freiras do antigo Convento de Santo André, localizado no concelho. Precisando das claras dos ovos para untar as abas das vestimentas, o excesso de gemas acabou por ser usado na doçaria conventual. Apesar de várias teorias acerca da fuga da receita para a população, não se sabe exatamente como aconteceu. 

Facto é que em 1958 desapareceram do mercado e só foram recriadas na família Morgado em 1961. Com processos artesanais modernizados, a fábrica das Queijadas do Morgado continua a levar o sabor único do doce fino aos quatro cantos do mundo. Continuam a misturar o leite, as gemas de ovo, o açúcar, a manteiga e a farinha de trigo para obter e textura e sabor inconfundíveis.

Apesar de o maior segredo estar na confeção, diz-se que os elementos-chave são todos de origem açoriana, enaltecendo-se a qualidade do leite açoriano. O único ingrediente de importação é o açúcar, que substitui uma parte do regional. Sendo que cerca de apenas dez por cento da produção é consumida na ilha, a maior fatia segue para os Estados Unidos e Lisboa. No entanto, na fábrica, onde é possível fazer uma visita guiada pela produção, surgem visitantes de muitas outras nacionalidades.

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Situada no concelho da Povoação, a freguesia de Furnas tem para oferecer das experiências, paisagens e fenómenos mais carismáticos do mundo. Alimentada por uma atividade vulcânica constante, a localidade situa-se dentro da cratera do vulcão com o mesmo nome, onde se pode assistir a diversos fenómenos de enorme interesse.

Existem diversas nascentes, quer de águas ricas em minerais como termais, proporcionando ao visitante banhos quentes em termas ou fontes, por exemplo. Uma dessas piscinas naturais situa-se no Parque Terra Nostra, um jardim botânico rico em fauna e flora endémicas. Nas imediações da Lagoa das Furnas existem locais de eleição para os passeantes, permitindo atividades como passeios a cavalo, observação de aves, trilhos pedestres, golfe, e mesmo praia, dada a sua proximidade à zona balnear de Ribeira Quente.

Mas algo único nesta freguesia é a sua gastronomia. Os Bolos Lêvedos são um dos pitéus mais procurados, a par com as maçarocas de milho, cozidas nas águas das fumarolas, e o Cozido das Furnas é um símbolo internacionalmente reconhecido. Servido em vários restaurantes, mas também possível de confecionar por particulares, a panela soterrada na terra vulcânica, onde os ingredientes cozinham ao longo de cinco ou seis horas, é já um ex-líbris da gastronomia. O Vale das Furnas é o paraíso em ebulição.

Situada no concelho da Povoação, a freguesia de Furnas tem para oferecer das experiências, paisagens e fenómenos mais carismáticos do mundo. Alimentada por uma atividade vulcânica constante, a localidade situa-se dentro da cratera do vulcão com o mesmo nome, onde se pode assistir a diversos fenómenos de enorme interesse.

Existem diversas nascentes, quer de águas ricas em minerais como termais, proporcionando ao visitante banhos quentes em termas ou fontes, por exemplo. Uma dessas piscinas naturais situa-se no Parque Terra Nostra, um jardim botânico rico em fauna e flora endémicas. Nas imediações da Lagoa das Furnas existem locais de eleição para os passeantes, permitindo atividades como passeios a cavalo, observação de aves, trilhos pedestres, golfe, e mesmo praia, dada a sua proximidade à zona balnear de Ribeira Quente.

Mas algo único nesta freguesia é a sua gastronomia. Os Bolos Lêvedos são um dos pitéus mais procurados, a par com as maçarocas de milho, cozidas nas águas das fumarolas, e o Cozido das Furnas é um símbolo internacionalmente reconhecido. Servido em vários restaurantes, mas também possível de confecionar por particulares, a panela soterrada na terra vulcânica, onde os ingredientes cozinham ao longo de cinco ou seis horas, é já um ex-líbris da gastronomia. O Vale das Furnas é o paraíso em ebulição.

Da terra nasce um dos pratos mais simbólicos de Santa Maria: o Caldo de Nabos é confeccionado com uma espécie local de nabo, pequeno e de cor escura.

Na água, além do tubérculo cozem-se carne de porco, entremeada, chouriço e batata-doce. O caldo é despejado num prato, em cima de fatias de pão, e os restantes ingredientes apresentados numa travessa à parte.

Capão é um frango castrado em pequeno, que deste modo favorece o aumento da gordura, ficando a carne bastante macia com sabor e textura muito melhor. As potencialidades deste tipo de carne foram descobertas, por mero acaso, pelos romanos da antiguidade.

Pelo que se sabe, os criadores descobriram que castrando os galos, estes paravam de cantar (som que os importunava) e de se interessar pelas fêmeas. Passavam então a comer mais do que o habitual e a engordar de forma considerável. Os romanos descobriram ainda que quanto mais cedo fosse feita a castração, melhor seria a carne. O consumo do frango capão foi-se então propagando, ficando o consumo desta carne associado a ocasiões festivas.

O capão recheado é um prato tradicional do Nordeste, geralmente acompanhado de batatas em cubos, assadas no molho do capão, ou puré de batata. Apesar deste prato típico das Terras do Priolo não estar disponível em carta nos restaurantes, é possível proceder à sua encomenda. Aproveite a sua passagem pelo Nordeste para degustar deste característico pitéu.

O “Cozido das Caldeiras” é o prato mais emblemático da ilha de São Miguel e um produto turístico de grande valor.

São colocadas as carnes, batatas, legumes e enchidos crus numa panela envolta em sacas de linho, cozido no vapor emanado do interior dos buracos no solo e que dá origem a um rico e abundante caldo. Ou então, envoltos em folhas de couve, que por sua vez são enrolados num pano grosso depositado nas covas existentes junto das fumarolas.

A cozedura leva aproximadamente 5 a 6 horas consoante a temperatura emanada do interior na cova.

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