O fenómeno vulcânico do Algar do Carvão situa-se no coração da maravilhosa Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores, no interior da Caldeira Guilherme Moniz.
O Algar do Carvão situa-se no interior de um vulcão adormecido, constituído por um cone vulcânico com cerca de 90 metros de altura, contendo no seu interior também uma lindíssima lagoa de águas cristalinas e tranquilas a cerca de 100 metros de profundidade.
O Algar do Carvão terá tido origem na grande erupção do Pico Alto que lançou lava a grande distância. Posteriormente, uma outra erupção basáltica iniciou o processo da formação de um outro vulcão, o Pico do Carvão. Numa primeira fase, formou-se a zona da bonita lagoa e as duas abóbadas sobre ela, e só numa fase sinal, aquando das descidas mais profundas do magma, se formou o Algar.
Os derrames de lava muito efusiva, produziram rios de lava ácida muito fluidas que carbonizaram vegetação existente.
O acesso ao Algar do Carvão está hoje facilitado, com a construção de escadarias no seu interior, que permitem uma mais cómoda visualização deste fenómeno natural, onde é possível observar o trajecto percorrido pelo rio de lava, e as curiosas estalactites e estalagmites vulcânicas.
Igualmente conhecido como Deserto Vermelho dos Açores, o Barreiro da Faneca e os seus 835 hectares distinguem-se de qualquer outra paisagem do arquipélago pela coloração avermelhada do terreno árido argiloso. Localizada na freguesia de São Pedro, concelho da Vila do Porto, a Área de Paisagem Protegida do Barreiro da Faneca e Costa Norte estende-se da Ponta dos Frades até à Ponta Norte de Santa Maria, incluindo três baías, e pertence à estrutura geológica Formação de Feteiras.
Numa altitude de 200 metros acima do nível do mar, a paisagem semidesértica tem baixa capacidade de drenagem, apresentando dunas e declives pouco acentuados, com um recente aumento espontâneo da vegetação, controlado por ações de limpeza regulares. As espécies invasoras são: incenso, tojo, pinheiro-bravo e feto. Também se encontram espécies vegetais endémicas, como o pau-branco (Picconia azorica), a urze (Erica azorica), a erva-leiteira, a malfurada, a faia-da-terra. o louro-da-terra e o tamujo.
A superfície aplanada do Barreiro da Faneca resulta do vulcanismo mais recente da ilha, de características explosivas, formada por uma antiga escoada basáltica coberta de uma camada de piroclastos que se transformaram, devido ao clima húmido e quente do Pliocénio, em argilas vermelhas. A zona é também apaixonante para apreciadores de trilhos pedestres, fazendo parte dos traçados do Trilho da Costa Norte (PR1) e do Pico Alto-Anjos (PR2), enriquecida pela queda de água da Baía do Raposo, mas igualmente atrativa para os amantes da arqueologia, pois nas Baía da Cré existem estruturas calcárias e conglomerados fossilíferos em bom estado de conservação, e no Tagarete depósitos de fósseis marinhos.
A ilha de São Miguel é o único lugar de toda a Europa onde se cultiva a planta do chá. A planta Camellia sinensis da família Theaceae é uma árvore originária do nordeste da Índia e sul da China que pode atingir 15 metros de altura, apesar de ser normalmente podada abaixo dos 1,5 metros. Possui folha escura, lustrosa e nervurada, com margem denteada. As flor é pequena, com pétala branca e perfumada. O fruto é uma pequena cápsula globosa, com até três sementes. A mesma planta origina diferentes intensidades de sabor e aroma. Os chás produzidos nos Açores são o verde Hysson e os pretos orange pekoe, pekoe e o broken leaf.
Em 1978, a Sociedade da Indústria Micaelense promoveu a vinda de dois chineses para o ensino da preparação da bebida. No passado, chegaram a existir seis fábricas e mais de uma dezena de plantações de chá, na costa norte da ilha. Resistem ainda duas explorações, as únicas com fins industriais da Europa. Produzem cerca de 50 toneladas por ano e são um ponto de paragem para um número cada vez maior de visitantes.
Tanto a Fábrica de Chá Porto Formoso como a Gorreana somam ao processo de fabrico a manutenção de espaços museológicos riquíssimos, cujas visitas guiadas mostram a história desde a chegada do chá aos Açores, as magníficas paisagens de cultivo, o funcionamento da maquinaria, e dão a provar o seu valioso produto: o chá. Uma das particularidades da produção da Fábrica da Gorreana é o chá verde: não fermentado, mais leve e com características anticancerígenas e anti-inflamatórias. A exploração do Chá do Porto Formoso organiza, todas as Primaveras, uma recriação da apanha do chá em trajes típicos, acompanhada de música e diversão.
O romântico Jardim António Borges é um dos maiores espaços verdes da maravilhosa cidade de Ponta Delgada, e indubitavelmente um dos locais mais aprazíveis da Ponta Delgada.
Hoje em dia um parque municipal, foi outrora pertença da propriedade de António Borges Medeiros, um negociante e político Açoriano muito interessado na botânica, e na inserção de novas espécies, nomeadamente exóticas, na Ilha, transformando a sua propriedade num interessante Jardim Botânico.
O bonito espaço verde retrata o espírito Romântico e pitoresco do século XIX, e é hoje palco das mais diversas actividades desportivas, lúdicas e culturais.
No ponto mais elevado das Macelas, freguesia de Santo Amaro e concelho de Velas, existe um miradouro do qual se pode desfrutar de uma vista magnífica sobre o canal Pico – Faial – São Jorge. Os seis hectares de reserva são envolvidos na sua quase totalidade por povoamentos de criptoméria que protegem amplos relvados, destinados à prática de actividades de recreio ao ar livre.
Recentemente concluída, a reserva possui zonas de merendas e equipamentos de recreio infantil. Destaque para os pequenos trilhos pedestres que se estendem pelo seu interior, levando os visitantes a apreciar diversas espécies exóticas e endemismos.
A fundação deste jardim botânico recua a 1780, quando o então Cônsul dos Estados Unidos na ilha de São Miguel, Thomas Hickling, mandou construir neste espaço a sua residência de verão, então conhecida como Yankee Hall.
No Parque Terra Nostra, poderá encontrar flora endémica dos Açores, mas também inúmeras plantas nativas de países com climas completamente distintos do existente nas Furna e inúmeras outras espécies que contribuem com suas cores, formas e hábitos de crescimento, para que o parque seja um jardim agradável e aprazível de frequentar em qualquer altura do ano.
O parque tem também uma grande piscina de águas quentes e fêrreas onde poderá banhar-se e sentir esta natureza viva.
Este parque que foi considerado um dos mais bonitos do mundo pela revista Condé Nast Travel, está aberto todos os dias da semana a partir das 10h00, sendo a entrada paga.