Localizado na antiga Fábrica da Baleia da Sociedade das "Armações Baleeiras Reunidas, Limitada" construída em 1942, o Museu da Indústria Baleeira retrata a importância que a atividade da Caça à Baleia imprimiu na Ilha.
Esta tradição Baleeira provirá do século XVIII, quando chegaram os Americanos que induziram à caça ao cachalote, actividade essa que veio a ser um dos principais sustentos de São Roque do Pico e da própria Ilha, a par da produção dos mais variados produtos derivados de cetáceos. A atividade não dependia apenas da Caça aos cetáceos, mas muito dos produtos por eles originados, como óleos e farinhas, que neste Museu se conta.
A Fábrica Armações Reunidas operou de 1946 a 1984, albergando desde 2007 este Museu com um rico espólio que conta com duas grandes caldeiras, depósitos de óleo, fornalhas, geradores eléctricos, um moinho, entre muitas outras estruturas industriais necessárias neste tipo de indústrias.
Um Património bem importante para a Ilha e para o Arquipélago, que moldou a vida das populações por tantos anos.
Dispõe de um completo acervo museológico, devidamente documentado, que se estende por três edifícios: o convento franciscano de São Boaventura, a Casa-Museu Pimentel de Mesquita.
O Museu do Vinho dos Biscoitos situa-se na bonita freguesia com o mesmo nome, no litoral norte da Ilha Terceira. Pertencente à Casa Agrícola Francisco Maria Brum, e por ela fundado em 1990, no seguimento das comemorações do seu centésimo aniversário, o Museu foca o património mais importante da região: a vinha e o seu produto primordial.
De facto, Biscoitos é uma localidade de grande beleza natural, com uma pitoresca arquitectura típica, e uma rica herança vinícola. O topónimo da freguesia poderá provir do basalto preto, a terra derivada da lava seca dos vulcões, que no arquipélago se dá o nome de “biscoito”, por analogia com o pão que levava duas cozeduras a fim de aguentar viagens marítimas. É exactamente este tipo de solo que permite boas condições para a plantação de Vinhas, produzindo-se aqui o famoso Vinho Verdelho dos Açores que, diz-se, tem antigas tradições já sendo consumido pelos navegadores na época dos Descobrimentos Portugueses.
Este interessante Museu mostra a história do vinho na região e na ilha, e a importância da casta Verdelha ao longo dos séculos, albergando também uma sala dedica à Etnografia da região, com os muitos instrumentos e objectos utilizados ao longo dos tempos. Alberga também a Adega do Vinho Verdelho, a Destilaria, a Sala de provas, a Sala de engarrafamento, a sede da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, entre outras infra-estruturas de grande interesse.
Constituído por um conjunto de três antigas casas de botes baleeiros do séc. XIX, o interessante Museu dos Baleeiros demonstra a importância da actividade Baleeira na Ilha do Pico.
A tradição Baleeira da Ilha provirá do século XVIII, quando chegaram os Americanos que induziram à caça ao cachalote, actividade essa que veio a ser um dos principais sustentos da Ilha, a par da produção dos mais variados produtos derivados de cetáceos.
Inaugurado em 1988, o Museu dos Baleeiros, em conjunto com o Museu da Indústria Baleeira, é único na Europa, demonstrando a importância e dificuldades desta actividade às gerações vindouras, mantendo um tão importante Património preservado.
A exposição permanente oferece cinco núcleos principais: o do Bote Baleeiro Açoriano, o da Tenda de Ferreiro, o da Construção Naval, o da Arte Baleeira e o do Baleeiro em Terra. O Museu conta ainda com os serviços de uma Biblioteca/Centro de Documentação especializada, um pequeno Auditório, Serviços Pedagógicos e organização de actividades.
Inaugurado em 1986, o interessante Museu de Scrimshaw é parte de um dos incontornáveis pontos de referência da Ilha do Faial, e do próprio arquipélago dos Açores: o café Peter Sport.
O café Peter Sport foi fundado em 1908, no seguimento do “Bazar do Fayal”, que comercializava artesanato local, e da posterior Casa dos Açores (ou Azorean House), num novo local, que oferecia também serviços de bar. Foi a visão comercial de Ernesto Lourenço Azevedo e a paixão por desporto de um seu filho, Henrique, aliada à localização estratégica, próxima do importante Porto Marítimo internacional da Horta. José Azevedo, o Peter, consolidou a fama do café, oferecendo um melhor e dedicado serviço, complementando com a fluência da lingua inglesa, atraindo cada vez mais estrangeiros, neste porto de passagem. O café ganhou fama com os iatistas, que fizeram do Peter paragem obrigatória, levando o seu nome mais além.
O Museu de Scrimshaw é mais um dos projectos ligados ao Café Peter Sport, apresentando uma interessante colecção de dentes de Baleia e Cachalote esculpidos e gravados: a Arte de Scrimshaw. Demonstra assim a importância da actividade Baleeira na Ilha e no Arquipélago, apresentando aqui as mais diversificadas peças manufacturadas pelos Pescadores, que desde o início eram comercializadas aqui na Casa dos Açores. O Museu alberga ainda livros, cadernos, excertos e recordações dos muitos viajantes que por aqui passaram e deixaram a sua marca, num património de grande interesse a não perder.