Artigos por tema: Passeios Pedestres

Igualmente conhecido como Deserto Vermelho dos Açores, o Barreiro da Faneca e os seus 835 hectares distinguem-se de qualquer outra paisagem do arquipélago pela coloração avermelhada do terreno árido argiloso. Localizada na freguesia de São Pedro, concelho da Vila do Porto, a Área de Paisagem Protegida do Barreiro da Faneca e Costa Norte estende-se da Ponta dos Frades até à Ponta Norte de Santa Maria, incluindo três baías, e pertence à estrutura geológica Formação de Feteiras.

Numa altitude de 200 metros acima do nível do mar, a paisagem semidesértica tem baixa capacidade de drenagem, apresentando dunas e declives pouco acentuados, com um recente aumento espontâneo da vegetação, controlado por ações de limpeza regulares. As espécies invasoras são: incenso, tojo, pinheiro-bravo e feto. Também se encontram espécies vegetais endémicas, como o pau-branco (Picconia azorica), a urze (Erica azorica), a erva-leiteira, a malfurada, a faia-da-terra. o louro-da-terra e o tamujo.

A superfície aplanada do Barreiro da Faneca resulta do vulcanismo mais recente da ilha, de características explosivas, formada por uma antiga escoada basáltica coberta de uma camada de piroclastos que se transformaram, devido ao clima húmido e quente do Pliocénio, em argilas vermelhas. A zona é também apaixonante para apreciadores de trilhos pedestres, fazendo parte dos traçados do Trilho da Costa Norte (PR1) e do Pico Alto-Anjos (PR2), enriquecida pela queda de água da Baía do Raposo, mas igualmente atrativa para os amantes da arqueologia, pois nas Baía da Cré existem estruturas calcárias e conglomerados fossilíferos em bom estado de conservação, e no Tagarete depósitos de fósseis marinhos.

O Caldeirão do Corvo situa-se na montanha vulcânica extinta do Monte Gordo, concelho de Vila do Corvo. É uma cratera de abatimento, ou caldeira de colapso, conhecida popularmente como Caldeirão. Tem um perímetro de mais de três quilómetros e uma profundidade de cerca de 300 metros. Constitui o vulcão poligenético extinto que deu origem à ilha.

Na parte sul do Caldeirão está o ponto mais alto da ilha: o Morro dos Homens, nos seus extasiantes 718 metros de altitude. Na continuação do rebordo da cratera encontram-se também outras elevações, como a Lomba Redonda, o Morro da Fonte, a Coroa do Pico, o Serrão Alto e o Espigãozinho. Toda a área circundante é a Zona de Proteção Especial da Costa e Caldeirão da Ilha do Corvo, cuja denominação pretende proteger toda a biodiversidade.

O Caldeirão rodeia a Lagoa do Caldeirão, que se constitui por várias lagoas e ilhotas, cujo número e dimensão diferem com a variação da pluviosidade. Nas encostas é possível observar cones de escórias e salpicos de lava. A maior particularidade da Lagoa do Caldeirão, talvez até misticismo, está no facto de as suas ilhotas se assemelharem à disposição das ilhas do arquipélago. Pode ter sido a forma escolhida pela mãe Natureza de eternizar todo o arquipélago na sua ilha mais pequena.

Em Corvo

A Fajã de Lopo Vaz localiza-se muito perto das Lages das Flores, e existe um percurso que pode fazer, que se inicia e termina no Miradouro da Fajã de Lopo Vaz com a duração de 2 horas.

No percurso existe uma fonte com água potável, uma praia, pequenos terrenos agrícolas e podem avistar-se cabras selvagens. O percurso atravessa uma Zona de Proteção Especial.

Em Flores

O concelho da Calheta, na ilha de São Jorge, oferece a quem visita a freguesia da Ribeira Seca um ex-líbris paisagístico: a Fajã da Caldeira de Santo Cristo. Classificada como Reserva Natural em 1984 pelo Governo dos Açores e sítio de importância internacional pela Convenção sobre as Zonas Húmidas de Ramsar, situa-se entre a Fajã Redonda e a Fajã dos Tijolos.

A paisagem protegida inclui uma lagoa com o mesmo nome, cuja fauna é particularmente rica em amêijoas, além da moreia, o sargo, a tainha, o congro e o pargo, e ainda aves aquáticas, como o garajau, o cagarro, o pato, o pardal, o melro, o estorninho e o ganso. É também um santuário de renome para praticantes de surf e bodyboard, além de atrair inúmeros banhistas pelas suas águas de temperatura aprazível.

Nas redondezas encontram-se alguns locais de interesse, como a Igreja de Santo Cristo, um moinho de vento abandonado, uma cascata apaixonante, e ainda a Furna do Poio, uma gruta rodeada de lendas. Para aceder à fajã, os visitantes normalmente usam o trilho pedestre da Caldeira de Santo Cristo, começando na Fajã dos Cubres ou na Caldeira de Cima. Qualquer que seja a escolha, o passeio será certamente prazeroso, especialmente no final da descida.

Na zona norte da ilha de Santa Maria, a Baía dos Anjos possui águas com temperaturas muito agradáveis, que convidam a banhos relaxantes com vista para a Ponta dos Frades. Esta zona balnear possui também uma piscina natural e equipamentos de apoio a pessoas com mobilidade reduzida.

A Baía dos Anjos tem ainda um interesse histórico, já que aqui se encontra a pequena capela onde Cristóvão Colombo mandou rezar uma missa no seu regresso da viagem de descoberta da América.

Na também chamada de Ilha Montanha está o ponto mais alto de Portugal: a Montanha do Pico. Os seus 2351 metros de altitude no meio do Oceano Atlântico conferem-lhe igualmente o título de ponto mais alto da dorsal meso atlântica, e transformam-na num dos pontos mais procurados por quem visita as ilhas dos Açores. É considerada Reserva Natural e foi eleita uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. No seu sopé está a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, património mundial da UNESCO. 

A Montanha tem no seu topo uma cratera de vulcão, da qual brotam fumarolas vulcânicas, e onde surge outra elevação, conhecida como Piquinho, com cerca de 70 metros de altura. No inverno, é habitual vê-lo coberto de neve. A Montanha é um vulcão geologicamente recente, com a sua última atividade registada no século XVIII. A flora inclui espécies endémicas características da floresta laurissilva, e até aos 1500 metros de altitude existem pastagens e lagoas, como a Lagoa do Caiado e a Lagoa do Capitão.

O picoense Manuel de Arriaga foi o primeiro a escalar a Montanha, em 1887, pelo menos segundo o que reza a história. Hoje em dia, a escalada por trilhos marcados e com o acompanhamento de um guia é uma das principais atrações turísticas. Sob supervisão do Parque Natural da Montanha do Pico, e de acordo com a Carta de Princípios de Escalada à Montanha do Pico, subir ao Pico requer responsabilidade, boa saúde física, atenção especial às condições meteorológicas, calçado e equipamento adequado. É uma experiência única e revigorante, de contacto e proximidade com a natureza e toda a paisagem envolvente.

Em Pico

O perfume europeu no meio do Atlântico solta nove fragrâncias distintas. O manto verde reveste-se de criptoméria, incenso, faia, vinha.

Cones vulcânicos espreguiçam-se em direcção ao céu. Grutas contam segredos da origem das ilhas. Lagoas repousam em vulcões adormecidos. Erguemos o olhar e vemos aves migratórias, na única paragem europeia que conhecem.

Os trilhos serpenteiam todo o arquipélago, revelando mistérios guardados para os caminhantes. Há falésias de cortar a respiração, fajãs à beira-mar que aconchegam, quedas de água para refrescar a alma.

Não é um sonho. São os trilhos dos Açores.

Em Açores

O perfume europeu no meio do Atlântico solta nove fragrâncias distintas. O manto verde reveste-se de criptoméria, incenso, faia, vinha.

Cones vulcânicos espreguiçam-se em direcção ao céu. Grutas contam segredos da origem das ilhas. Lagoas repousam em vulcões adormecidos. Erguemos o olhar e vemos aves migratórias, na única paragem europeia que conhecem.

Os trilhos serpenteiam todo o arquipélago, revelando mistérios guardados para os caminhantes. Há falésias de cortar a respiração, fajãs à beira-mar que aconchegam, quedas de água para refrescar a alma.

Não é um sonho. São os trilhos dos Açores.

O perfume europeu no meio do Atlântico solta nove fragrâncias distintas. O manto verde reveste-se de criptoméria, incenso, faia, vinha.

Cones vulcânicos espreguiçam-se em direcção ao céu. Grutas contam segredos da origem das ilhas. Lagoas repousam em vulcões adormecidos. Erguemos o olhar e vemos aves migratórias, na única paragem europeia que conhecem.

Os trilhos serpenteiam todo o arquipélago, revelando mistérios guardados para os caminhantes. Há falésias de cortar a respiração, fajãs à beira-mar que aconchegam, quedas de água para refrescar a alma.

Não é um sonho. São os trilhos dos Açores.

O perfume europeu no meio do Atlântico solta nove fragrâncias distintas. O manto verde reveste-se de criptoméria, incenso, faia, vinha.

Cones vulcânicos espreguiçam-se em direcção ao céu. Grutas contam segredos da origem das ilhas. Lagoas repousam em vulcões adormecidos. Erguemos o olhar e vemos aves migratórias, na única paragem europeia que conhecem.

Os trilhos serpenteiam todo o arquipélago, revelando mistérios guardados para os caminhantes. Há falésias de cortar a respiração, fajãs à beira-mar que aconchegam, quedas de água para refrescar a alma.

Não é um sonho. São os trilhos dos Açores.

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