Artigos por tema: Vulcanologia

O fenómeno vulcânico do Algar do Carvão situa-se no coração da maravilhosa Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores, no interior da Caldeira Guilherme Moniz.

O Algar do Carvão situa-se no interior de um vulcão adormecido, constituído por um cone vulcânico com cerca de 90 metros de altura, contendo no seu interior também uma lindíssima lagoa de águas cristalinas e tranquilas a cerca de 100 metros de profundidade.

O Algar do Carvão terá tido origem na grande erupção do Pico Alto que lançou lava a grande distância. Posteriormente, uma outra erupção basáltica iniciou o processo da formação de um outro vulcão, o Pico do Carvão. Numa primeira fase, formou-se a zona da bonita lagoa e as duas abóbadas sobre ela, e só numa fase sinal, aquando das descidas mais profundas do magma, se formou o Algar.

Os derrames de lava muito efusiva, produziram rios de lava ácida muito fluidas que carbonizaram vegetação existente.

O acesso ao Algar do Carvão está hoje facilitado, com a construção de escadarias no seu interior, que permitem uma mais cómoda visualização deste fenómeno natural, onde é possível observar o trajecto percorrido pelo rio de lava, e as curiosas estalactites e estalagmites vulcânicas.

A Caldeira do Cabeço Gordo, situada na freguesia do Capelo, marca o ponto mais elevado da bonita Ilha do Faial, Arquipélago dos Açores, estando o seu maravilhoso Miradouro situado a 1043 metros de altitude acima do nível do mar.

Localizada bem no coração da Ilha, daqui se têm panoramas de excelência, numa paisagem encantadora, verdejante e plena de paz de espírito, avistando-se inclusivamente o ponto mais alto do País, sito na vizinha Ilha do Pico, a 2351 metros de altura.

Em Faial

O Caldeirão do Corvo situa-se na montanha vulcânica extinta do Monte Gordo, concelho de Vila do Corvo. É uma cratera de abatimento, ou caldeira de colapso, conhecida popularmente como Caldeirão. Tem um perímetro de mais de três quilómetros e uma profundidade de cerca de 300 metros. Constitui o vulcão poligenético extinto que deu origem à ilha.

Na parte sul do Caldeirão está o ponto mais alto da ilha: o Morro dos Homens, nos seus extasiantes 718 metros de altitude. Na continuação do rebordo da cratera encontram-se também outras elevações, como a Lomba Redonda, o Morro da Fonte, a Coroa do Pico, o Serrão Alto e o Espigãozinho. Toda a área circundante é a Zona de Proteção Especial da Costa e Caldeirão da Ilha do Corvo, cuja denominação pretende proteger toda a biodiversidade.

O Caldeirão rodeia a Lagoa do Caldeirão, que se constitui por várias lagoas e ilhotas, cujo número e dimensão diferem com a variação da pluviosidade. Nas encostas é possível observar cones de escórias e salpicos de lava. A maior particularidade da Lagoa do Caldeirão, talvez até misticismo, está no facto de as suas ilhotas se assemelharem à disposição das ilhas do arquipélago. Pode ter sido a forma escolhida pela mãe Natureza de eternizar todo o arquipélago na sua ilha mais pequena.

Em Corvo

As Caldeiras da Ribeira Grande são o testemunho vivo das manifestações vulcânicas da Ilha. Num local de paz de espírito e calmaria, misturam-se as águas fumegantes que brotam a altas temperaturas, cujo vapor alimenta a verdejante vegetação que a circunda, que é também a imagem da própria “Ilha Verde”.

Localizada no interior da Caldeira da Graciosa, a sul da maravilhosa Ilha Graciosa, no verdejante Arquipélago dos Açores, a Furna do Enxofre é um interessante fenómeno geológico de origem vulcânica, acedendo-se a ela acesso ao seu interior faz-se através de uma torre com cerca de 37 metros de altura e uma escadaria em caracol com 183 degraus.

A Furna do Enxofre é uma profunda gruta lávica, com origem em dois centros eruptivos da caldeira, com um comprimento máximo de 194 metros e cerca de 40 metros de altura na parte central, chegando a abóbada natural de cobertura a atingir os 80 metros de altura.

Com um grande valor internacional a nível vulcânico e espeleológico, albergando no seu interior um belo lago de água fria com cerca de 130 metros de diâmetro e uma profundidade máxima de 15 metros. Igualmente no seu interior existe um importante campo de desgaseificação, constituído por uma fumarola com lama e por emanações gasosas difusas de dióxido de carbono, que se libertam imperceptivelmente em diversas áreas do chão da gruta, conferindo a designação de “Furna do Enxofre”.

Situada no concelho da Povoação, a freguesia de Furnas tem para oferecer das experiências, paisagens e fenómenos mais carismáticos do mundo. Alimentada por uma atividade vulcânica constante, a localidade situa-se dentro da cratera do vulcão com o mesmo nome, onde se pode assistir a diversos fenómenos de enorme interesse.

Existem diversas nascentes, quer de águas ricas em minerais como termais, proporcionando ao visitante banhos quentes em termas ou fontes, por exemplo. Uma dessas piscinas naturais situa-se no Parque Terra Nostra, um jardim botânico rico em fauna e flora endémicas. Nas imediações da Lagoa das Furnas existem locais de eleição para os passeantes, permitindo atividades como passeios a cavalo, observação de aves, trilhos pedestres, golfe, e mesmo praia, dada a sua proximidade à zona balnear de Ribeira Quente.

Mas algo único nesta freguesia é a sua gastronomia. Os Bolos Lêvedos são um dos pitéus mais procurados, a par com as maçarocas de milho, cozidas nas águas das fumarolas, e o Cozido das Furnas é um símbolo internacionalmente reconhecido. Servido em vários restaurantes, mas também possível de confecionar por particulares, a panela soterrada na terra vulcânica, onde os ingredientes cozinham ao longo de cinco ou seis horas, é já um ex-líbris da gastronomia. O Vale das Furnas é o paraíso em ebulição.

As Furnas do Enxofre situam-se no concelho de Praia da Vitória, bem no coração da magnífica Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores.

Classificadas como Monumento Natural Regional, nas Furnas do Enxofre podem ser observadas fumarolas, vestígios mais visíveis da última erupção vulcânica ocorrida na ilha Terceira, no século XVIII. O vulcão, serenado, ainda apresenta actividade através destas fumarolas, que emitem gases quentes e vapor odorífero, através de um sistema de fissuras ao redor das quais se formam depósitos de enxofre, em resultado da infiltração das chuvas nestas.

O local é, igualmente, habitat para interessantes espécies vegetais naturais de zonas com estas características geológicas, com um micro-clima próprio, parte dos sítios de importância comunitária para a região biogeográfica macaronésica.

Situada na freguesia da Criação Velha, este Monumento Natural é uma gruta de origem vulcânica, com cerca de 5 km de extensão, constituindo a maior conhecida do Arquipélago e de Portugal.

Descoberto em 1990, este é o maior tubo lávico conhecido em Portugal, medindo o túnel principal cerca de 4480 metros, chegando a atingir alturas de 15 metros. A Gruta terá sido originada pela lava expelida por uma erupção vulcânica no Cabeço Bravo, podendo-se observar no seu interior curiosas estruturas geológicas tais como estalactites, estalagmites lávicas, bancadas laterais e bolas de lava.

A visita à Gruta é sempre precedida de registo e de um briefing sendo obrigatoriamente acompanhada por guias, fazendo-se a entrada pelo “Algar da Ponte” rumo a uma viagem às curiosidades da natureza e ao encanto da geologia.

Entre 15 de Junho e 30 de Setembro a gruta das Torres encontra-se aberta ao público das 10h00/18h00, o acesso é pago.

Em Pico

Na linha de costa é uma cavidade semi-submersa com 50 m de comprimento e 25 m de largura, que apenas é visitável por mar. Esta gruta, onde cabem embarcações de algum porte, serviu de esconderijo de piratas e contrabandistas que rondavam a ilha.

Esta formação geológica tem uma curiosa história que se inicia com o povoamento dos Açores, com as rotas comerciais que passavam por estes mares ocidentais do arquipélago à socapa das naus da Carreira da Índia. Foi, assim, durante séculos usada como esconderijo de piratas, corsários e contrabandistas, e é hoje uma das grandes atrações da ilha das Flores, fazendo portanto parte dos roteiros turísticos da ilha.

Em Flores

Situada no concelho da Povoação, a freguesia de Furnas tem para oferecer das experiências, paisagens e fenómenos mais carismáticos do mundo. Alimentada por uma atividade vulcânica constante, a localidade situa-se dentro da cratera do vulcão com o mesmo nome, onde se pode assistir a diversos fenómenos de enorme interesse.

Existem diversas nascentes, quer de águas ricas em minerais como termais, proporcionando ao visitante banhos quentes em termas ou fontes, por exemplo. Uma dessas piscinas naturais situa-se no Parque Terra Nostra, um jardim botânico rico em fauna e flora endémicas. Nas imediações da Lagoa das Furnas existem locais de eleição para os passeantes, permitindo atividades como passeios a cavalo, observação de aves, trilhos pedestres, golfe, e mesmo praia, dada a sua proximidade à zona balnear de Ribeira Quente.

Mas algo único nesta freguesia é a sua gastronomia. Os Bolos Lêvedos são um dos pitéus mais procurados, a par com as maçarocas de milho, cozidas nas águas das fumarolas, e o Cozido das Furnas é um símbolo internacionalmente reconhecido. Servido em vários restaurantes, mas também possível de confecionar por particulares, a panela soterrada na terra vulcânica, onde os ingredientes cozinham ao longo de cinco ou seis horas, é já um ex-líbris da gastronomia. O Vale das Furnas é o paraíso em ebulição.

Pág. 1 de 2

Informação sobre Actividades

Um dos melhores destinos do mundo para...