Conhecido por ser o “Rei dos Frutos e o Fruto dos Reis”, o ananás foi também descrito como o “Rei da Fruta” por António Feliciano Castilho, na sua publicação O Agricultor Micaelense, devido à parecença da sua rama a uma coroa. Considerado por muitos o verdadeiro ex-líbris dos produtos regionais, faz parte da história do arquipélago desde a década de 1840, apesar de cultivado experimentalmente nos séculos XVII e XVIII, apenas por curiosidade botânica e ornamental. É produzido em estufas de vidro, principalmente na ilha de São Miguel, e a sua maturação leva cerca de dois anos.
Apesar do preço mais acessível do abacaxi, o ananás supera-o em diversas qualidades, como a presença numa quantidade muito maior de bromelina, a enzima milagrosa que facilita à digestão e queima de gorduras. Tem um alto teor de água e um valor energético baixo, forma cilíndrica, polpa amarela translúcida, casca laranja forte, sabor agridoce e um aroma inconfundível. Destaca-se na gastronomia açoriana, usado em pratos de entrada, de petisco, como acompanhamento de prato principal e até sobremesa, além de ser servido como sumo.
O Ananás dos Açores tem sido repetidamente ingrediente de eleição para várias marcas, como a utilização nos iogurtes Yoçor® e Danone®, nos sumos Compal® e nos gelados Sundae™ da McDonald’s®. A espécie é Ananas comosus L. Merril, variedade Cayene, e tem Denominação de Origem Protegida (DOP). O gesto da denominação do Ananás dos Açores/São Miguel é a PROFRUTOS - Cooperativa de Produtores de Frutas, Produtos Hortícolas e Florícolas de S. Miguel, C.R.L..