Conservas de peixe

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A influência de uma boa embalagem garante a qualidade de um produto por mais tempo, começando pelo próprio invólucro e acabando nos processos de eliminação de agentes nocivos e micro-organismos, como o Clostridium botulinum, causador do botulismo. Os produtos de conserva podem manter a qualidade de consumo por até dois anos. Depois do acondicionamento, as latas são fechadas hermeticamente e colocadas perante alta pressão e temperatura.

Mas está na qualidade da matéria-prima o grande trunfo para as marcas de referência. No caso das conservas de peixe dos Açores, apreciadas em todo o mundo, a grande mais-valia está na pesca artesanal, no tratamento manual do peixe e na conservação ao natural, por exemplo, do atum, apenas com água e sal.

Nos Açores, de entre vários produtores destaca-se historicamente a Sociedade Corretora, fundada no ano de 1913, inicialmente constituída para a exportação do ananás. Durante a Segunda Guerra Mundial, obrigou-se a diversificar a oferta, entrando no mercado das conservas de peixe, produzindo nos dias de hoje 2 mil toneladas de peixe por ano. Outra empresa de referência é a Cofaco Açores, com a marca Bom Petisco. Apesar de nascida em 1961 na Vila Real de Santo António, no Algarve, a Cofaco tem os seus polos industriais localizados nas ilhas açorianas do Pico e de São Miguel. Mais recentemente, em 1995, na ilha de São Jorge, surgiu a Fábrica de Conservas Santa Catarina. Apesar de jovem, a empresa jorgense tem visto os seus produtos gourmet premiados em várias categorias, desde a sustentabilidade aferida pela Greepeace até às medalhas de ouro e prata do Concurso Nacional de Conservas de Pescado.

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