Carismática pela suas referências históricas, a ilhota ao largo de Vila Franca do Campo é apaixonante pelo que oferece ao visitante. Durante a época balnear, as ligações regulares por mar permitem que um máximo de 400 visitantes diários passem bons momentos dentro de um paraíso em miniatura. Está a meio quilómetro da costa e a 1200 metros do porto, e até finais do século XIX era apontado como o local ideal para a construção do porto principal da ilha de São Miguel.
O ilhéu de Vila Franca do Campo é um cone vulcânico hidromagmático com estruturas rochosas apaixonantes, palco de eventos radicais de mergulho acrobático para o exterior escarpado e de uma calma inimitável para o soberbo interior da cratera. A sua forma de ferradura abraça um pedaço de mar circular, com 150 metros de diâmetro e duas dezenas de metros de profundidade. O acesso é feito através de uma abertura conhecida como Boquete.
Teve um papel predominante em diversos momentos da história açoriana. Começou por ser um local de cultivo, o que ainda se verifica; foi um local de refúgio para embarcações; os habitantes da vila usaram-no como abrigo, aquando do sismo de 1563, dirigindo-se para lá a nado; e foi local de execução de quase duas dezenas de franceses, na Dinastia Filipina.
É considerado Reserva Natural, além de constituir um dos mais interessantes spots de mergulho do arquipélago. Está também incluído na lista Important Bird Areas da BirdLife International.